quarta-feira, 18 de maio de 2011

Artpoesia no Fala Escritor 19a Edição (2)

Poetas, escritores e ativistas literários, José da Boa Morte e Carlos Alberto Barreto, estiveram na 19ª edição do Projeto Fala Escritor, onde contaram para um público atento, com muita poesia e reflexões, a caminhada de encontros, glórias e dificuldades, que fazem do Movimento Cultural Artpoesia, em seus 12 anos de "Existencia, Resistencia e Insistencia!" um grupo consolidado no ambiente cultural baiano, sendo reconhecido nacional e internacionalmente, como movimento literário de referencia na trajetória de autores iniciantes e outros a mui consagrados.
O Projeto Fala Escritor acontece mensalmente nas Livrarias Saraiva em dois grandes Shoppings de Salvador - BA - falaescritor@hotmail.com - Venha fazer parte desta festa!


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terça-feira, 17 de maio de 2011

Josué Ramiro no Fala Escritor 19a Edição

Sim, eu sei que faz algum tempo, também estava com saudades, então vamos degustar este saboroso aperitivo.



O escritor, poeta e recitalista Josué Ramiro Ramalho é homenageado pelo projeto Fala Escritor 19ª Edição, no quadro Quem é o Escritor? Onde o poeta fala sobre o seu trabalho e sobre os seus chapéus. O Projeto Fala Escritor acontece mensalmente nas Livrarias Saraiva em dois grandes Shoppings de Salvador - BA - falaescritor@hotmail.com - Venha fazer parte desta festa!

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Projeto Brasil Plural CETEP Itaberaba 2010



SlideShow com algumas fotos das apresentações de estudantes, artistas locais e convidados que fizeram parte do Projeto Brasil Plural, com o tema "Cultura Popular", ocorrido nos dias 26 e 27 de outubro de 2010, nas dependencias do CETEP, antigo Colégio Estadual de Itaberaba. O projeto agregou alunos, professores e comunidade, que montaram apresentações artitísticas e stands onde foi possível apreciar performances e exposições, representando a diversidade da cultura popular do Brasil. Foram contemplados entre outros temas: Contos Populares, Cultura Negra, Indígena, Cigana, Samba de Roda, Maculelê, Capoeira, Culinária Sertaneja, Culinária Regional e Alternativa e Medicina Cabocla, entre outras tantas. O evento foi um grande festival cultural, certamente despertou nos participantes uma visão mais focada para a cultura local, onde pode-se a partir daí, estabelecer metas para a manutenção histórica das tradições locais, sem que nos percamos nas amplitudes globais.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Preconceitos

Sim, estou sem tempo para postar, então encontrei este texto interessante sobre o preconceito e resolvi trazê-lo para cá, uma vez que é novembro e temas raciais entram em um tipo de órbita de discussões e debates, carregando em seu corpo e cauda temas frequentes sobre os mais diversos tipos de preconceitos e intolerâncias, quais somos algozes e vítimas. Quem nunca ridicularizou, inferiorizou, ou desqualificou alguém, que nos mostre o caminho das pedras.  Altair Ramos


Preconceito dói, cabra da peste!


Publicado em 05.11.2010, no JC Online Por Miguel Rios

Preconceito é difícil de sair da gente. Volta e meia, a gente se surpreende, se flagra, e até se orgulha, dizendo, pensando, compartilhando algum estigma contra o outro.

Uma nova vilã, daquelas malvadas ao extremo, que dissemina e atrai ódio, de nível igual ou pior que qualquer Odete Roitman ou Nazaré Tedesco, está na mídia. É aquela garota lá do Twitter que nos ofendeu, nós nordestinos, nos indignou mais uma vez, nos fez relembrar preconceitos que pareciam estar se esvaindo, que se mostram ainda vigorosos, que machucam mesmo quem finge não ligar, quem tenta se mostrar acima.

Outra vez, doeu. Outra vez, ele voltou. Aliás, nunca se foi. Só estava mais quieto, nestes tempos de maior patrulha, de menos tolerância com os intolerantes.

Preconceito é difícil de sair da gente. Volta e meia, a gente se surpreende, se flagra, e até se orgulha, dizendo, pensando, compartilhando algum estigma contra o outro.

Mas se é na nossa pele que arde aí nos enfurece. Não pode, não se aceita, é absurdo, é opressor, ultrapassado, injusto.

A pele dos nordestinos queimou. Estigmas e estereótipos queimam mesmo.

A pele de qualquer tuiteiro do Maranhão à Bahia ainda está, no mínimo, coçando. Tem aquele cara que posta dia após dia, insistente, resistente, mensagens contra a autora do ataque, sedento por não deixar barato.
"Como posso ser inferior?", pensa ele. "Sou inteligente, universitário, bonito, uso roupa boa, dentição completa, tenho laptop, carro, amigos no exterior, viajado, falo inglês, comecei no espanhol, já planejo meu MBA. Vou ter sucesso garantido! Como se pode dizer que sou inferior? Como se eu fosse um pobre qualquer, um mundiça desses, pipoca da vida, um beira-canal, que só serve para se apertar em ônibus, sujar a praia. Esse bando de assalariado farofa..."

E a roda do preconceito gira:
"Como posso ser farofa?", pensa um dos assalariados. "Ando de ônibus, moro em subúrbio, mas curto bandas legais, livros legais, filmes de arte. Tenho amigos descolados. Somos questionadores do status quo, dos padrões impostos pela sociedade de consumo. Tenho potencial. Farofa eu? Farofa e pipoca é essa negada ignorante, de gosto ruim, que curte pagode e axé, jeito marginal, enchendo o mundo com som alto de funk de CD pirata. Tenha dó!"

E gira...
"Sou negro sim, mas sou lindo! Curto o meu som e meu jeito moleque. Orgulho de raça, de gostar do que eu gosto, das raízes, de saber dançar melhor que branco. De morar onde moro. De me virar e arranjar algum para meu pai e minha mãe. Eles dois que me criaram com esforço e dignidade. Me fizeram um homem, homem mesmo. Se eu ainda fosse um desses veados safados podiam até falar. Aquilo é que é nojeira. Mas eu não tenho do que me envergonhar."

"Sexualidade não define caráter. O que eu faço na intimidade não é da conta de ninguém. Sou decente. Sou homem igual a qualquer outro. Ninguém se envergonha de estar ao meu lado. Sou másculo, não dou pinta, tenho um namorado sem trejeitos também. Não escandalizamos. Podemos frequentar qualquer ambiente. O problema são essas bichinhas afetadas, estes travestis que sujam a barra dos gays. Um horror."

Continua a girar:
"Se dou pinta é porque eu quero. Essa tropa enrustida de metidos a macho fala mal, mas faz as mesmas coisas que eu entre quatro paredes. E tem inveja do meu sucesso. Tenho jeans Diesel, perfumes Armani, óculos Roberto Cavalli. Até minhas sandálias de praia são de grife. Por isso, não me junto. Morram de inveja, bichas pobres, roupa de sulanca, classe D!"

E a roda vai girando, criando novos julgamentos, batendo neste e naquele, se aproveitando de ideias preconcebidas, crendices, rancores...

Você já teve um dia em que se assemelhou à vilã lá do Twitter, aquela babaca, estúpida, condenável, que te revoltou tanto quando jogou o ácido supercorrosivo do preconceito sobre seu orgulho? Você já destilou desprezo sobre alguém? Eu já.

Pense na fulana do Twitter, pense na queimadura, pense em como dói, pense em como cicatriza demorado.

Pense nela antes de carimbar, com raiva, agressão e afinco, loura de burra, rapaz rico de playboyzinho, negro de maloqueiro, gay de molestador devasso, gostosa de piranha, pobre de ignorante, sertanejo de atrasado, gente da capital de pedante.

Pense bem quando tua veia discriminatória, aquela que pulsa toda vez que vem o desejo de diminuir o outro pela ilusão de se auto fortalecer, saltar.
Clique na imagem para ampliar

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Revista Artpoesia 89 - Patativa do Assaré

A Revista Cultural Artpoesia, trás em sua edição nº 89, homenagem ao grande poeta cearense, Patativa do Assaré. A Revista é um projeto coletivo. Lançada no ano de 1999, onde participam autores baianos e de outras paragens. Alguns já reconhecidos, outros buscando o espaço merecido.


Abaixo, a cópia na íntegra de uma postagem sobre o Patativa do Assaré, publicada em 2007 no blog Mundo do Cordel:

PATATIVA DO ASSARÉ NÃO ERA ANALFABETO
Há alguns posts passados, mencionei aqui que o poeta Arievaldo Viana teria dito em entrevista que Patativa não era analfabeto. Hoje, trago trecho do livro CORDÉIS, de Patativa do Assaré, o qual é iniciado com um texto de Luiz Tavares Júnior – professor do Curso de Mestrado em Letras da Universidade Federal do Ceará – no qual o autor confirma essa afirmação de Arievaldo:
“Embora sua instrução formal tenha sido muito diminuta, seu contato com os livros foi constante e permanente, tendo convivido intensamente com a poesia de Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Castro Alves e a prosa de Coelho Neto, como afirma Luzanira Rego, a partir de uma visita à casa do poeta, ao se deparar com os livros desses escritores; e Rosemberg Cariry vai um pouco mais além, ao enunciar: ‘Patativa é homem que sabe ler, de muitas leituras e informações sobre o que acontece no mundo (...). Basta dizer que, mesmo quando Patativa era violeiro e encantava os sertões com o som de sua viola e a beleza de seus versos de repente, já estudava o tratado de versificação de Guimarães Passos e Olavo Bilac e lia Os Lusíadas’. Em face dessas afirmações e, se acrescentarmos que, de fato, estamos diante de uma pessoa de inteligência invulgar e espantosa memória, como sempre afirmam seus biógrafos, haveremos facilmente de compreender a grandiosidade de seu engenho e arte no manejo do verso e na criação de sua poesia, atestado por quantos se aproximam de sua obra, aqui, no Brasil, como no estrangeiro”.

Percebe-se, portanto, que Patativa agia deliberadamente quando escrevia na forma matuta presente em Aos Poetas Clássicos:
Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;

sábado, 9 de outubro de 2010

Criança tem o quê?

Criança tem direitos:
Ter infância,
Ser feliz...

Criança tem deveres:
Ter infância,
Ser feliz...

Criança é assim:
Inocência,
Felicidade...
Perguntei a três crianças
O que é ser criança?

Uma disse:
- Vida boa!

A outra:
- Brincar bastante!

O de dois anos:
- Pula, pula, pula...
Eu vi um papo, (1)
Um papainho, (2)
I um vuão. (3)

Legendas: (Somente para os adultos)
(1) sapo, (2) passarinho, (3) avião



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domingo, 12 de setembro de 2010

Receita de escândalo e poder

Há muito não confio em qualquer sistema de arquivamento, seja público ou privado. Este caso da receita é somente, mais um caso. Lembro-me bem, do caso do painel do senado, nada aconteceu, e o principal envolvido, mais tarde foi presidente do conselho de ética, certamente porque entendia do assunto com grande astúcia.

Vejamos algumas situações práticas, todos nós que estamos conectados na web, através de blogs e sites, ou fazemos compras a partir de uma lan house, já não temos sigilo algum, ou estamos muito mais vulneráveis que os não incluídos digitalmente. Se possuímos e utilizamos celulares ou cartão de crédito, piora mais ainda a situação.

Hoje em dia para se tirar a carteira de habilitação, é preciso que se faça um registro biométrico das impressões digitais, ou seja, em todo o processo de habilitação do condutor ou para a renovação da carteira, o indivíduo deixa uma trilha digital. Estão em jogo a mobilidade, a rastreabilidade, o direito de ir e vir, o livre arbítrio, os direitos indivíduais.

Em algumas cidades já esta sendo testado este processo para a identificação do eleitor na hora do voto. Como nunca acreditei no sistema eleitoral informatizado, com este processo biométrico, pior ainda. Para que se quebre de uma vez por todas a nossa individualidade, só nos resta descobrir que inseriram um nano chip em nosso corpo, numa campanha qualquer de vacinação.

Voltando as questões do sigilo da receita, é óbvio que  os principais responsáveis pela guarda dos dados, estejam se mostrando indiferentes,   para eles, trata-se apenas de pressão eleitoreira. Nada mais importa, além de se promoverem na grande escalada gerada pela fome de poder. Particularmente, esta coisa tem cheiro de armação dos próprios denunciantes, consigo ler isto quase que nitidamente nas entrelinhas. Caso eu esteja enganado, após a apuração dos fatos, ponto para quem discorda.

O correto é que os fatos sejam apurados com a profundidade necessária, buscando-se os mandantes deste crime de invasão da vida alheia. Por outro lado fica evidente que os sinônimos para estado - poder e controle - acabam por se manterem. Quer dizer, quem comandou este esquema, ou é estado, ou pretende ser. Resumindo, não valem um punhado de farinha fofa.

Não devemos ficar assustados, se chegarmos a suspeitar que a receita federal seja um dops, sem armas de fogo; mas quem não deve não teme, mesmo que pareça impossível, da forma como as coisas andam, da noite para o dia, o meu patrimônio pode tornar-se gigantesco, pois se é possível invadir, é fácil também a manipulação dos dados.

Pior ainda, é o cidadão comum e assalariado ser convocado dentro da malha fina, para prestar contas sobre valores recebidos ao ter vendido alguns quilos de papel e algumas garrafas velhas para a reciclagem, sem ter declarado tal fonte de renda. Ou então, porque não deu baixa no registro de alguns pares de meias e cuecas que foram descartadas ao lixo por estarem bastante puídas.

O escândalo é bastante grosseiro, além de ser um atentado a soberania individual. Para este ponto também faço uma observação - Se fossemos verdadeiramente "indivíduos constitucionais", não haveria a necessidade de o estado possuir o poder que tem; infelizmente a democracia, como as religiões nos fazem reféns de poderes invisíveis.

Para mim, e para a grande maioria do povo, esta quebra de sigilo não tem qualquer importância, lógico é um desrespeito social e político, além de ser um sinistro na credibilidade moribunda do cidadão; coerentíssimo, seria o estado dar o exemplo do rigor legal. Porém os principais atingidos são os próprios envolvidos. Isto não passa de urina de cachorro tentando demarcar território.
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domingo, 5 de setembro de 2010

Os mágicos e as ilusões

Estive consultando o dicionário para verificar os significados das palavras “ilusão” e “mágico”, após alguma reflexão juntando as duas palavras, compreendi que a ilusão é a arte dos mágicos, pois estes (os mágicos) desenvolvem através de estudos e técnicas, as habilidades necessárias para conduzir um público à distração e euforia, gerando daí, a crença individual e o delírio coletivo, transformando em fatos e verdades, as inverdades e salamaleques apresentados em um palco circense ou na tela da tv.

Somente para citar alguns nomes mais conhecidos, temos: O Mestre Roldine, que escapava de correntes até em baixo da água, David Cooperfild e, Mister M, que já fizeram desaparecer avião e até navio.

Continuando a refletir, agreguei estes fatos à conjuntura política atual; fiquei espantado ao perceber que o mesmo tipo de arte com as suas técnicas, são utilizadas para se fazer campanha política e eleitoral. – Não acredito!! Gritei comigo mesmo. - Meu cérebro não aguenta este tipo de constatação. Não acredito...

São vários os mágicos em muitas categorias, uns mais treinados outros que mal conseguem esconder uma boa carta na manga, porém todos tentam com muito esmero, criar as ilusões e euforias necessárias para que os aplausos e as crenças do público do circo eleitoral, os conduzam para a glória, para o estrelato de quatro anos ou mais, quero dizer, mandato.

Devido o calor, a fome, o cansaço e a sede, o peregrino no deserto, acaba por criar imagens de paraísos que são denominados de “miragem”, e acabam em morte por inanição, muitas vezes, sem descobrir que as suas esperanças não passavam de fantasiosas criações da própria imaginação.

Estejam atentos para diferenciar o que é ilusão, miragem ou fantasia, pois o calor da campanha pode esgotar os teus sentidos, a tua fome, o cansaço e a sede poderão ser recompensados por anos de penitência e, até mesmo com a morte precoce das tuas capacidades individuais, devido a desesperança.

Quem se utiliza da verdade, não vai à tua rua ou à tua porta com palavras elogiosas e promessas vãs, não precisam dizer que são bons ou melhores, não pagam para que outros façam isto, não sentem a necessidade de fazer lavagem cerebral por meio de paródias de músicas populares ou camisas coloridas que fervilham pelas cidades, criando um verdadeiro carnaval sem blocos ou escolas de samba; estão tentando nos hipnotizar, e estão conseguindo...

Fiquem atentos, alguns carroceiros colocam uma cenoura na frente do burro para que ele ande mais rápido, ao fim da viagem, comem a cenoura e dão palha seca ao animal.

Penso que Moliere, Maquiavel e Machado de Assis, existindo hoje, jogariam suas obras no lixo, pois o que escreveram anos atrás, seria considerado como rascunho de colegial, devido à evolução do mau-caratismo gerado pela fome de poder e das técnicas de enganação que se ampliam e constituem “lei branca” democraticamente vigente.

Cuidado!!!!

sábado, 7 de agosto de 2010

O Pai - Vídeo


O Pai
Altair Ramos

Olhar o mundo em volta
E temer pelo que virá
Ver as crianças brincando
Gritando, sorrindo, pulando
Chorando, impondo, esperneando

Acreditar, sim é possível
E todo o temor dissipar
Se estou aqui, se outros estão
Porque então se assustar

Logo nas primeiras horas
Aquela coisinha pequena
Meio inchada, enrugada
Nossa, é tão esquisito
Ao mesmo tempo é lindo

É preciso trabalhar mais
O carro agora é pequeno
O quarto que temos não dá
Esta pequena cria, logo crescerá

E cresce, numa noite estamos acordados
Devido as cólicas e fraldas molhadas
Ou a mamadeira que ficou atrasada
Noutro dia, já estamos ensinando
Coisas que pouco sabemos
Falar, andar, ler, escrever, soltar pipas
Fazer pipi e enxugar
Fazer pipi e balançar

Nada encerra a emoção
Perceber a cada dia, a emancipação
Trazendo novos temores
Que chegam com a individualidade
Com a força da idade

Egoísmo e medo, de perder
Novas coisas a entender
Sentindo-se ultrapassado
Aprendendo e ensinando, sempre

Lembrar-se das mãozinhas miúdas
Daquela pele macia
Querendo de volta noites perdidas
Trocando fétidas fraldas
Sentindo o cheiro de leite azedo
Na única camisa boa, passada

Descobrir-se sem identidade
Porque agora, não tens mais o teu nome
Porque agora, tu és o pai do fulano
Ninguém mais te conhece
Embora todos saibam quem és
Teu nome agora
Simplesmente é: Pai

Ewerton Matos é locutor da Rádio CBN Salvador FM 100.7
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Carta ao Presidente na Bienal do Livro de São Paulo

Escritores baianos levam para o maior evento literário do país,
livro direcionado aos políticos do Brasil

Em ano de eleições nada melhor do escrever para os políticos mostrando quais as reais necessidades e desejos dos eleitores. Pensando nisso, o jornalista Carlos Souza organizou o Livro Carta ao Presidente – O que deseja o brasileiro no século XXI, que será lançando no dia 21 de agosto, a partir das 16h30, na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece entre os dias 12 a 22 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, no horário das 10h às 22h (Av. Olavo Fontoura, 1.209 - Santana - São Paulo – SP).

O livro sairá pela Scortecci Editora – São Paulo e, tem a apresentação do professor Germano Machado. Em setembro o livro será lançando em Salvador, com data e local ainda a ser confirmado. Na oportunidade estará presente a maioria dos autores, que falarão sobre seus textos políticos. A obra é composta por vários escritores, entre eles nomes como: Ildásio Tavares, Antonio Barreto, Valdeck Almeida de Jesus, Roberto Leal, Tássio Revelat, Luiz Carlos Santos Lopes, Leandro de Assis, Leandro Flores, Antônio Santana Marilene Oliveira, Domingos Ailton, Caetano Barata, Altair Fonseca Ramos, Grigório Rocha, Debora Galvani, Gricélio Santos, Marcelo de Oliveira Souza, Márcia Menezes Sales, Nilmário Pereira dos Santos Quintela, Rita Maria da Silva Oliveira, Rosana Santos Silva, entre outros.

Carta ao Presidente destina-se a todos os governantes do povo. “Presidente, governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores, enfim, a todo o poder constituído dessa nação. Mas não para por ai. Além do objetivo citado acima, tem o de provocar o interesse do povo para as questões políticas de seu país”, informa Carlos Souza, o organizador.

Na apresentação, o prof. Germano Machado fala que a principal mensagem do livro é a multiplicidade de opinião sobre o atual Presidente da República sem nenhuma pretensiosidade, sem nenhum embate político partidário. “A importância do Livro Carta ao Presidente é a singularidade de escritores iniciais, e outros mais avançados quererem levantar uma visão sobre o atual Presidente do Brasil. E, daí a importância desse texto que não é pretensioso, em ouvindo vários escritores já apresentar uma visão de julgamento, que não é condenatória nem partidária”.

Para a escritora Morgana Gazel que assina o texto da contra capa, “quando brasileiros exercitam a cidadania num livro como Carta ao Presidente, apontando contradições que eles observam ou sentem na própria pele e para as quais reclamam solução, a leitura deste livro faz-se tão necessária e oportuna que, ouso afirmar, deve ser considerada imprescindível nas escolas do Brasil”.

O organizador - Carlos Souza é jornalista e profissional de marketing. Tem atuado na área de assessoria de imprensa e marketing pessoal para escritores, instituições culturais e artistas de modo geral. Também é radialista, professor e palestrante. Autor do livro Revolução Pessoal – Seu Próximo Desafio, no qual demonstra que é possível enfrentar desafios de modo a alcançar as metas pessoais. Além disso, participa de dez coletâneas. É verbete do Dicionário de Autores Baianos da Secretaria de Cultura e Turismo da Bahia e da Enciclopédia da Literatura Brasileira Contemporânea, Volume XIV, 2009, Rio de Janeiro/RJ, organizada por Reis de Souza.

Tem artigos publicados nos jornais: A Tarde, Correio da Bahia, Tribuna da Bahia, Bahia Notícias, Tribuna Evangélica, Primeira Página, e a Voz do Cepa. Membro da Academia de Cultura da Bahia e colaborador do Círculo de Estudo, Pensamento e Ação (CEPA), da Fundação Òmnira e do Projeto Fala Escritor.

Informações: 71 8122-7231

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terça-feira, 27 de julho de 2010

A Peleja no Pasto do Pindobá

(É só um caso, pode ser um causo, mas é verdade das boas, com inventações e tudo.)

A Peleja no Pasto do Pindobá

Nasci na cidade grande
Na beira do mar fui parar
Depois de tempo viajando
Na Chapada vim chegar

Viver em outras paisagens
Não consigo me pensar
Sobre pedras e rochedos
Vou tramando meu enredo

De tudo o que já vi
Tenho gosto em contar
Arranhei-me em calumbi
Me lasquei nos gravatás

Fui açoitado por carcará
Do seu ninho a cismar
Num grande Itapicuru
Onde estava a descansar

Passei por cima de cascavel
Outra por mim deixei passar
Parado quietinho sem respirar
Não fui atacado, deixa pra lá

Cobra coral tem boa morada
Na toca dos caburés
Na surpresa da melindrosa
Bem escondida e preparada

A grande aventura mesmo
Foi ter uma peleja sinistra
Com uma artista da peçonha
Luta feia com a jararaca

Coisa linda de boca aberta
Fazendo esquivas de mestre
Sem timbau, sem berimbau
Valei-me todo o nordeste

Um caboclo só e arrepiado
Pulando mais que macaco
Na direita uma faca pequena
Na outra uma palha de coco

Muito aperreio e sufoco
Três chegaram a cavalo
Apearam e se alistaram
Dança daqui, sapeca de lá

Suores de tanta refrega
Pegamos a bandida vencida
Em forquilha de vara curta
Não morta, desfalecida

Manhosa toda estirada
Quem te viu quem te vê
A união fez a força
Foi muita labuta vencer

Leva a bicha pra Salvador
Tornam o veneno em soro
Nas veias de um cavalo
Na mão de algum doutor

Outro disse, leva pra Ipirá
Tem curador para comprar
Com esta coisa viva não ando
Abatida me ponho a pensar

A conversa rolava solta
O troço foi de assustar
A nojenta inventou rebolado
Soprando um vento sibilado

No pavor, sem nem piscar
Bengo Véio empeixerou
Lascou da goela a ponta
A bichana mal-encarada

Num "zap" eram duas peças
De um lado o couro ocado
Do outro a carne trincando
Nós outros aparvoados

Descarta a cabeça, um palmo
Enterra bem fundo as presas
Embaixo de pau de espinho
Pra menino não encontrar

O couro é pro jardineiro
É ele quem vai esticar
A carne deixa aqui mesmo
Corro direto pra moquear

A valente jararaca
Ganhou destino insólito
Nas lenhas de um fogão
A desafiante virou farofa

Do couro, um tamborim
Linda frente para boné
Uma capa de polvarim
Um cinto de metro e vinte

Uma bolsinha pequena
Pra guardar fel de teiú
Que ajuda a curar o veneno
Da "boiquirana" de chocalho

Dominó e buraco, bicando
Abaíra, limão e mel
Farinha e cobra assada
Os pés sem triscar o chão

Pois todo cuidado é pouco
Depois da luta de louco
A família pode querer
Vingar e dar o troco

Nas noites de boa prosa
Com viola ou sem viola
Uma história pra contar
Mil modos de acreditar

Com direito a arrumações

Almirante Águia
Este trabalho foi atualizado, a versão anterior está pubicada no Portal Overmundo
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sábado, 17 de julho de 2010

EPITÁFIO II


Epitáfio Quebrado


Ednaldo deixou o copo cair no chão, molhando um pouco o carpete, fato que deu motivo para breve fala exaltada da esposa, ressaltando sua incompetência.

O miserável levantou meio que se arrastando, meio que morto-vivo, pegou o copo que caiu em pé e colocou sobre a pia, como quem deixava para depois.

Foi então arrumar a mesa como a esposa pediu. Apagado em seus pensamentos, esboçava um risinho irônico contra si mesmo ao se indagar o quanto a sua vida estaria valendo naquele momento; não conseguia escanear na memória, se já houve algum tempo em que teve maior valor. Arrumou a mesa silenciosamente, fez o melhor que pode diante da própria mediocridade; usou a sua antiga e rápida experiência como garçom de botequim, um tempo longínquo onde já tivera alguma esperança.

A mulher, não menos medíocre, sem lhe dar crédito algum, disse ao voltar do banho que homem que é homem não se mata sem dar aviso ou deixar um bilhete, pois não seria justo a polícia vir com suspeitas para cima dela; também se faz necessário deixar os papéis bancários organizados, uma viúva não pode ficar desamparada; e que seria bom que ele aprendesse com ela a organizar os documentos em pastas específicas.

E falou que sobre o assunto tinha só mais uma coisa a dizer: se ele realmente quisesse cometer algum suicídio idiota, que fosse no decorrer do dia, nunca em horário próximo a sua chegada do trabalho, porque assim ele não passaria pelo vexame de ser socorrido e ter que dar explicações à família e aos estranhos.

Ednaldo comia lentamente, enquanto a companheira abandonando o assunto anterior, falava sobre bolsas e sandálias, sem deixar de dar destaque especial para um jogo de jantar que vira no centro comercial no horário do almoço; disse também que encontrou uma loja com boas camisas em promoção, sugerindo que o marido fosse dar uma olhada, porque nem para se trajar ele servia.

Com uma falsa atenção, o sujeito mastigava o jantar sem ouvir direito o que a mulher dizia, pois seus pensamentos pairavam ainda sobre a decisão de morrer.

Terminado o jantar, a esposa perguntou se Ednaldo queria um cafezinho. Ele se ofereceu para pegar. E ela, que continuava a tagarelar, fez pausa para dizer que preferia o seu café em uma xícara grande. E continuou dizendo que o marido não tinha competência para escrever um bilhete de despedidas.

Ednaldo pegou um bloco de papel e a desafiou: “mostre-me o que você escreveria”.

A mulher arrogante rabiscou umas três linhas em um pedaço de papel e o entregou ao marido. Enquanto a deprimente mulher tomava o café, o homem medíocre leu o bilhete às gargalhadas. Logo a esposa começou a se contorcer e morreu. O homem levantou-se da mesa, foi para o quarto e dormiu um sono profundo, não sem antes examinar o cadáver e colocar o pedaço de papel sobre a mesa, bem em frente à esposa suicida.

Este texto é uma sequência de "Epitáfio", de Ivette G.M. (publicado em 14/07), a mesma acenou positivamente a esta minha intromissão, concordando com a publicação neste blog.
Almirante Águia

Este trabalho e muito mais, vocês encontram
no Site Lima Coelho. Siga este link.
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quarta-feira, 14 de julho de 2010

EPITÁFIO I

Epitáfio
Aqui jaz um medíocre redimido pela morte!

Este seria o seu epitáfio já que naquele momento Ednaldo segurava um copo contendo veneno, que pretendia tomar, sentado em uma poltrona, na penumbra da sala, trajando sua melhor roupa, bem barbeado e cuidadosamente penteado.

Tomou consciência de sua mediocridade quando pela primeira vez, aos oito anos de idade, ouviu sua mãe dizer-lhe que era uma criança absolutamente medíocre. E daí para a frente nunca mais ela deixou de lembrar-lhe a sua mediocridade.

As mães sempre estão certas sobre seus filhos, ele pensou. Foi um estudante medíocre, um adolescente medíocre, um namorado medíocre, casou-se com uma mulher medíocre e foi um marido medíocre. Nunca teve nenhuma idéia brilhante, nenhuma conversa agradável, sequer sabia escolher as próprias roupas. Vestia-se de forma medíocre. Sua vida era de uma rotina medíocre!

Era um trabalhador medíocre e nunca chegou a encarregado nem a chefe porque seria um chefe medíocre. Seu salário também era medíocre e não chegava sequer a proporcionar-lhe uma vida menos medíocre.

Era chegada a hora de fazer algo espetacular! Uma morte da qual todos falariam e se lembrariam.Não tiraria a própria vida com arma de fogo, embora pudesse ser um ato mais espetacular, para os fins a que se destinava. Tomando veneno ele teria mais controle sobre o final da tragédia.

Seu epitáfio estava escrito em uma tira de cartolina, colocada sobre seu peito. E se ele o modificasse? Poderia ser assim: “ Aqui jaz um homem de coragem”. Ou ainda: “ Aqui jaz um homem que viveu mal e morreu bem”. Não, muito esquisito. Resolveu deixar a primeira opção: “Aqui jaz um medíocre redimido pela morte”.

Tudo planejado e a ponto da execução quando sua mulher entrou em casa, arrastando suas chinelas,com seu eterno jeitão de enfado, trazendo uma cesta de compras. Olhou para aquela cena e disse, em tom de voz cansada: “Que dramalhão medíocre é este que você está encenando? Pare com essa besteira e arrume a mesa para o jantar.”

Quebrou-se o clima planejado para o “gran finale”. Não tinha jeito mesmo. Seu epitáfio já fora escrito pelo destino.

Aqui jaz um medíocre.

Autora: Ivette G.M
Este texto pode ser lido no PORTAL OVERMUNDO

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Humor - O Primeiro Lugar


HORA DE RIR OU DE CHORAR, RÁ RÁ, RÁ

Zé Silva, motorista responsável, após pagar muitas prestações e dever muitas outras, precisou entregar seu "bruto" para o banco. Amargava um arrocho tremendo quando teve um estalo e correu para a prefeitura. Cidade pequena, prefeito recém empossado e quase primo, foi entrando cumprimentando e solicitando:
- Meu primo, amigo e prefeito, vim aqui lhe fazer um pedido...
- Pois não Zé, pode falar.
- Preciso que a prefeitura me dê um caminhão, você sabe como está a coisa, e perdi meu bichão pro banco... Lutei muito na campanha, te defendi publicamente e coisa e tal.
O prefeito lhe ofereceu vaga de motorista do gabinete ou de uma secretaria, Zé deu um pulo:
- Deus me livre de ser funcionário de prefeitura, atrasa muito e paga mal, quando paga!
O primo, amigo e prefeito coçou o queixo e chamou sua afilhada, a secretária e ordenou:
- Ritinha, minha filha,  pegue uma folha de papel timbrado e escreva assim:

.:: LISTA DE DOAÇÃO DE CAMINHÕES ::.

Faça dez linhas numeradas, na 2ª linha escreva o nome completo de nosso amigo Zé e coloque o CPF dele.
Zé meio contente e meio confuso, perguntou ao prefeito:
- Primo eu não entendi, por que não tem ninguém na lista e eu vou ser o segundo?
O prefeito mais rápido que bala perdida respondeu:
- No dia em que a prefeitura tiver dando caminhão, o primeiro da lista será eu.

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domingo, 4 de julho de 2010

Maria Guimaraes Sampaio

Foto: 43Iracema Chequer Ag. A Tarde

MARIA GUIMARAES SAMPAIO (1948-2010)
Fotográfa e escritora
"perdida entre ficção e realidade"
... agora em nova realidade...

Seus livros
"Estrela de Ana Brasila" e "Rosália Roseiral" - Editora Record
"Continhos Para Cão Dormir" I e II - Editora P55

Blog: Continhos Para Cão Dormir

Subiu mais de 100 andares no elevador aberto. O piso em madeiras velhas - quase podres. As cordas rangendo. Vento, ventoinho, cruviana. Por cada andar, magotes de pessoas saiam. Poucas entravam. Chegou sozinha ao centésimo andar e nele reconheceu a canção de Vinícius - era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada... Sentou numa nuvem, tomou do violão pendurado nas chaves de Pedro e lembrando uma outra cantiga mais antiga, cantou: daqui não saio, daqui ninguém me tira...
Continhos Para Cão Dormir I, pag. 35

1999
Trinta anos da morte de minha mãe.
Minha Mãe vive dentro de mim.
Raramente ela vem , em sonho, me ver.
Esta noite ela foi e voltou muitas vezes.
Visitou doentes em hospitais, consolou
perdidos em enterros. Eu, pregada
nela: abraçando, beijando, sentada
de junto: acariciando seus cabelos,
braços. Mãos dadas. Perguntei por
que o esparadrapo no pescoço e em
gaitada me respondeu ah minha filha!
Foi uma injeção que me deram ao vivo
e em cores! A cada chegada de minha mãe
há uma alegria e uma interrogação.
Uma dúvida de como tantos anos se
passaram pensando que minha mãe
está morta... se ela está aqui e agora.
Mas ela não está.
Continhos Para Cão Dormir I, pag. 43

Tudo é um pouco estranho, mais impressionante que estranho, durante a semana que se passou, a partir de quarta ou quinta-feira, lia "Continhos", praticamente todos estes dias até ontem,  falei sempre sobre a forma daquela escrita, com quase todos aqui em casa, ontem resolvi ir ao blog, fiquei tomado de dor e mágoa, dor pela ocorrência fatal, pela ausência da pessoa que mal conheci, talvez sem nunca mais reencontrar. A mágoa vem da minha própria desatenção e falta de aproximação com as pessoas que me interessam. Felicidade - fica um legado de imagens e textos, na minha memória, o registro de uma pessoa entusiasmada com os pés na própria história (e da Bahia), vivendo o contemporâneo. Uma pessoa que em algum momento me fez sentir importante. A lição - jargão ou não: Não deixem nada para depois...

Seguir em frente.

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