
Presidente Lula na Bahia, em Cachoeira, em meio a protestos e vaias, soavam também os aplausos. Em Salvador, a chuva intermitente deu uma trégua, apesar de ter insistido em manter as moradias úmidas e mofadas, levado outras desfiladeiro abaixo, também obrigou as vias publicas a providenciarem por conta própria, buracos e crateras que complementam ou implementam os sistemas de drenagem da cidade.
Não estive em Cachoeira, mas se estivesse, assim como seus habitantes, não poderia violar a redoma em que se mantiveram os ilustres visitantes. Parte deste texto foi escrito antes de o presidente chegar à terra de todos os santos, pois seria um conjunto de sugestões aos visitantes, esta viagem além de aumentar a milhagem institucional, deveria ter forte objetivo espiritual, acredito que o barbudo esteja precisando, o país também.
Luis Inácio deveria aproveitar os intervalos entre um protocolo e outro para receber passes, tomar banho de ervas e sal grosso - o carrego é grande e talvez até penoso - além de se aconselhar com mãe-de-santo e procurar saber o que lhe é reservado no Ifá, para que possa continuar sua empreitada sobre a proteção dos Orixás.
Outra coisa importante também é revigorar as forças físicas com iguarias energéticas de nossa terra, alimentando-se com inhame, aipim, mingau de carimã, maniçoba e água de cozimento de guaiamus, além de rebater tudo antes e depois com um bom e conservado licor de Belém de Cachoeira, mais importante ainda é levar para a Capital Federal, quantidades congeladas destas iguarias que deverão ser consumidas naqueles dias em que o corpo não pretende atender aos chamados da lida.
O presidente deveria sair do nosso estado com a cabeça feita, totalmente guiado a orientar os ministros e demais políticos a se apropriarem de sabias decisões identificadas com os anseios populares.
Nossas representações democráticas instituídas por força do voto estão desorientadas, trabalham em causa própria ou de privilegiados, ostentam mansões e palácios, outros atropelam ou estupram, e nossa justiça bate-boca, permitindo claramente que os seus problemas de relacionamentos pessoais, privados e formação de caráter, interfiram nas questões legais do país, enfraquecendo a cor da justiça e desbotando as decisões legais que impelem o povo a não ter ânimo participativo.
Seria de grande importância, que nesta visita, nosso presidente e vossa comitiva, aprendessem como fazer despachos favoráveis ao povo que não frequenta gabinetes. Deveriam nos ofertar mais em relação ao que nos exigem, nossas necessidades são gigantescas, quase não nos sobram forças para rebater a indiferença do que nos é deferido. Somos verdadeiros santos conduzindo os políticos em nosso andor.
Finalizando, na mala de lembrancinhas da Bahia que o presidente levará para seus amigos de trabalho devem constar patuás, fitas bentas do Senhor do Bonfim, banhos e defumadores para fechar o corpo e abrir os caminhos.
Sarava.