sexta-feira, 4 de setembro de 2009

BOM É NA HORA




Muito chato

esse negócio

de perder a poesia

ela chega prontinha

por qualquer motivo

não se escreve

guarda-se o pensamento

para depois

segurando o jogo

palavras perfeitas

mas você não o faz

a inspiração vai e vem

mas você não pode

agora resolvido

vamos as laudas

mas escrever o que

a idéia era bacana

está tudo na mente

mas o que era mesmo

a poesia é fugaz

se você não a pega

não lhe dá atenção

com outro faz a regra

lhe foge

lhe trai

terça-feira, 1 de setembro de 2009

REBELIÕES POPULARES NO BRASIL DOS SÉCULOS XVIII e XIX

A Participação Popular
Nos dias 25, 26 e 27 de agosto de 2009, realizou-se em Salvador-BA, "Seminário Sobre as Rebeliões da População Escrava e da Plebe Livre no Brasil", o evento realizado pela Escola Olodum, com apoios da SEPPIR - Secretária Especial de Políticas Públicas da Igualdade Racial, e da Petrobrás, teve como objetivo principal evidenciar a participação efetiva do negro nos grandes levantes revolucionários ocorridos principalmente no Século XIX.

Tais revoltas apresentam claramente o caráter anti lusitano, e sempre foram fomentados pela insatisfação do poder econômico e político, cujas divisões se digladiavam nas câmaras de governo e nos encontros sociais, defendendo sempre seus próprios interesses pessoais e de grupo, delineando o perfil e as intenções das classes dominantes que verificamos ainda hoje.

Pode-se dizer acertadamente, que aqueles senhores identificaram como ferramenta de trabalho e massa de manobra, as classes menos ou totalmente desfavorecidas, seus contingentes de luta a baixo custo - mão-de-obra barata e disponível - para atingirem os próprios anseios, sendo aí onde se incluem negros, indígenas, mestiços e outros deserdados. Dotados então dos sentimentos que norteiam a fome de poder, partiram para a disseminação de seus planos golpistas, onde residiam pouco ou quase nada, os ideais anti escravagistas, da liberdade e da igualdade de direitos.

A maioria entrou nesta seara com muito receio, pois as classes desfavorecidas, apesar de cativas ou dependentes, formavam uma população muito numerosa nas províncias, além de estarem espalhadas interior adentro. Diante desta questão demográfica, tornava-se muito arriscado provocar e incentivar a produção de líderes populares, que poderiam mais tarde insurgir-se contra a ordem dominante.

De fato, havia muito a temer-se, uma vez que um novo pensar se formulava no mundo ocidental, baseado nos ideais iluministas, a Revolução Francesa era uma fato, a imposição da Inglaterra pelo fim do tráfico negreiro, revoluções ocorriam nas Américas e na Europa, também já se percebia as primeiras nuances do romantismo literário brasileiro, além de o grande número de mercenários em busca novos ganhos, fugitivos de qualquer natureza, auto exilados políticos e aventureiros que aportavam as terras brasileiras, munidos de informações, conhecimentos, muito desejo por riqueza, e porque não dizer, liberdade.

A população marginalizada e oprimida também tem as suas utopias e necessidades físicas e históricas, estando disposta a sair da passividade, aceitaram a submissão, armaram-se de conteúdo intelectual e bélico, disseminaram como puderam o discurso social, lutando com todas as forças ao lado dos dominantes que lhes forneciam as ferramentas necessárias para que pudessem se impor como instrumentos ativos em busca da própria liberdade e da afirmação da identidade social.

Logicamente, as lideranças populares pagaram o “preço justo pela ousadia” com execrações, deportações e principalmente com execuções públicas sanguinolentas; enquanto os dominantes...

Revolta dos Búzios – Lançamento da revista
Na oportunidade foi lançada a revista: “Revolta dos Búzios”, levante popular ocorrido em agosto de 1798 na cidade de Salvador, juntando negros e brancos que reivindicavam a implantação da República, o fim da escravidão e a igualdade de direitos. A revista faz parte de uma série que além de ser fonte de consulta, pretende fazer a revisão histórica e mostrar as contribuições dos negros no Brasil. A idéia inicial, é que a revista chegue para todas as escolas estaduais e municipais da Bahia.
Para saber mais... ou adquirir a revista



Legislação, Educação e Vontade
Por motivos outros, participei do evento somente no primeiro dia (25), desconheço se mais adiante, este assunto foi aprofundado, pessoalmente abriu-se uma grande lacuna, pois o evento tinha também, como outro objetivo, discutir a aplicação da Lei nº 10.639/03, que trata da a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura da África na grade curricular do ensino fundamental e médio das escolas públicas e privadas de todo o país, porém esta visão foi ampliada, pela Lei nº 11.465/08, que institui além da história do povo afro-brasileiro, também o ensino da história dos povos indígenas do Brasil. Fica a impressão que os organizadores não estão dando a devida atenção à questão indígena, deixando para um plano posterior o que deveria ser discutido conjuntamente. Este tipo de atitude implica em ampliar os já existentes entraves sociais, ideológicos e políticos que tentam empurrar estes povos para fora da história. O índio também se faz presente, existe e resiste. Extraindo-se este contra, o evento foi de grande valor.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

PAPO DEZ


- Está definido, democracia é um tipo de organização onde todos podem falar o que quiser, criticar, gritar, sem que ninguém de atenção e, por fim, calar.
- Como é mesmo o nome do cara?
- Ta voando?
- Oxen... Nem bebeu nada ainda...
- Não!... É sobre o mesmo assunto que estávamos falando, tem um cara das antigas, que inventou este negócio de três poderes... Com uma ideia que somente o poder vence o poder...
- Sei, sei... A queda da bastilha não é?
- Nada disso, mas tem haver... O nome do cara está na ponta da língua e não consigo me lembrar... É alguma coisa parecida com Mont sei lá das quantas.
- Monte castelo?
- Rarará, só você mesmo. Lembrei porra!
- Peraí rapaz, vai devagar, eu já enfartei e não quero passar pela ponte de safena. Como é então o nome do cara antes que se esqueça de novo?
- Montesquieu, ele desenvolveu uma idéia antiga, que acabou por inventar o presidente da república, os senadores e deputados...
- Montes de quê?
- Pronto, então foi este safado que ajudou a provocar a detonação de minha aposentadoria.
- Da minha também. E o Felício que divorciou da mulher, ficou morando na casa de cima, de vez em quando davam umas recaídas, não teve nem direito a ser reconhecido como viúvo... Tá lá, vivendo com um mínimo, poderia ter direito a pensão da esposa, mas a lei...
- Isso não tem nada a ver, o cara tá falando coisa séria...
- Tem tudo a ver sim, não foi ele quem disse que precisava ter um poder legislativo? Me diz aí, onde ele está, quero tirar satisfações é já!
- Tudo isso é coisa à toa.
- À toa nada, a gente prá viver, depende desses... desses... Ora deixa prá lá...
- Então quer dizer que vivemos nesta merda por causa de um idiota intelectual?
- Peraí, caramba!... Vocês estão fazendo a maior confusão. A idéia do cara foi boa, nós é que não sabemos fazer bom uso.
- Pronto, agora todo mundo aqui é culpado. Então, chama um guarda e me manda preso... Era só o que me faltava...
- Se acalmem, vocês nunca na vida, viram uma eleição? Pois é, estou falando do quarto poder, o povo, que sustenta este pais, opina e vota, mas se deixa levar por aparências e conversa mole.
- Mas o cara é mesmo cheio de “dotoragi”, falou bonito.
- Falando em eleição, vi na TV, um repórter-humorista perguntar a um presidenciável, se o nome da próxima eleição seria o massacre do serra elétrica, desconversando ele disse que eleição é uma manifestação democrática e blablablá.
- Poderia ter sido sincero, e dizer que massacre mesmo ocorre na pré-candidatura e durante toda a campanha.
- Que nada, massacrados mesmo, somos nós, que não temos quase opção.
- Chega vou mudar de assunto, sabiam que vai sair um filme sobre o Lula?
- Como é?
- É isso mesmo, vai custar R$ 17.000.000,00.
- Pô cara, não acredito... “Cantando na Chuva” custou US$ 2.500.000,00, rendeu nas bilheterias US$ 7.500.000,00, e já faz é tempo.
- Ôô, cinéfilo, quanto custou “E o Vento Levou”?
- Sei lá!
- “O Exterminador do Futuro”?
- Também não sei.
- Ah, você não sabe de nada.
- Deste jeito não vai sobrar dinheiro para o vale-cultura.
- Mas nem precisa este tal vale, aqui todo mundo é malabarista, palhaço e herói de comédia.
- Sabe... tô de saco cheio. Ôô da bandeja, traga um “milomi” prá mim, bota um fio de mel de italiana.
- Você tá certo, também quero uma dose, aliás, bota abaíra aí, prá todo mundo. Trás mel e limão separado.
- É o seguinte, trás também umas linguicinhas... Bota tudo na minha conta e arquiva.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Revista Cultural Artpoesia nº 82

A edição nº 82 da Revista Cultural Artpoesia, homenageia o grande vate lusitano Fernando Pessoa, apresentando tópicos da sua obra, trazendo especialmente Alberto Caeiro, o primeiro de seus heterônomios, de caráter melancólico e rural, mas dono de uma poética romantico-filosófica marcante.

É uma revista extremamemte pessoana, inclusive nas seções de Curiosidades e Pesquisas. Com isso, ganha o leitor, o estudante e o próprio fã de Pessoa, com esta edição para ser consultada, lida e discutida.

Somente para registrar a edição anterior nº 81, homenageou a poetiza Cecília Meireles, e sempre com o intuíto principal de divulgar poetas contemporâneos, a Revista Cultural Artpoesia, traz poesias e contos de autores baianos e de outras praças, dos oito aos oitenta anos de idade, ou mais, que se apresentam cada vez mais inspirados. (Texto adaptado do editorial da revista)

Fernando Pessoa sobre Alberto Caeiro
Levei uns dias a elaborar o poeta mas nada consegui. Num dia em que fialmente desistira - foi em 8 de março de 1914 - acerquei-me de uma cômoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não consegui definir. Foi o dia trinfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim. Abri com um título, "O Guardador de Rebanhos". E o que se seguiu foi o aparecimento de alguém em mim, a quem de desde logo o nome de Alberto Caeiro.


DESEJA ADQUIRIR A REVISTA?
Entre em contato por e-mail:
almirante@sendnet.com.br
artpoesia@bol.com.br

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

LUTAR CONTRA TODA ADVERSIDADE QUE INSISTE EM NOS FREAR



CONTRÁRIA_MENTE

Um diz barra
Outro diz sabão
Apoio – Escorregão
Paralelo – Divergente
Irmão – Enrolação
É isso – Sei não
Não é isso – Eu sei
Acredito – Eu acho
Guisado – Churrasco
Farofa – Pirão
Pirou – É assim que faço
Um minuto – A eternidade
Uma vez – É sempre assim
Um pouco – Parece demais
Já vou – Tem que ser agora
Está pronto – Passou da hora
Comprar – Já tenho tudo
Doar – Melhor vender
Poupar – Tirar de onde
Não posso – É mesmo um fraco
Posso – Parece brincadeira
Educado – Está se achando
Culto – Tanta arrogância
Tolerante – Bonzinho demais
Está bom – Só quer agradar
Sorriso – Rindo de mim
Sim – Que satisfação
Não – Cadê o apoio
Contrário – Descontente
Concordo – Está com a gente.

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Crédito da imagem

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

QUAL A FUNÇÃO DO VEREADOR???

Quando se escuta esta pergunta, muita gente aparece com o código eleitoral pronto para citar artigos, parágrafos e alíneas, mas prefiro deixar este formato de resposta para professores, advogados e juristas, não cito os próprios vereadores porque sei que a maioria não tem competência para uma resposta adequada, pois se soubessem responder, também saberiam exercer.

Vamos à definição que interessa, porque "issu é cunversa pá boi durmir":
O vereador tem o papel prático de representante social, é ele o cara que deveria estar ao lado da comunidade que o elegeu e dos demais, identificado com as suas necessidades e anseios para a partir daí, buscar nos dispositivos legais ou criá-los quando não existir, as possibilidades de melhoria da qualidade de vida do cidadão.

No mais é ter vergonha na cara e muita coragem para trabalhar. Tô pagaaanu!!!!

Estou certo que o seu voto foi para alguém com este perfil. OK?

Você sabia que em Portugal não existem vereadores? Concluo que as piadas com este povo além mar é somente despeito, pois aí está uma prova de inteligência....

Cena Trágica
Haviam três tomates andando pela feira, um chamava-se Executivo, o outro Legislativo e um mais bobinho chamado Eleitor, quando ocorreu a seguinte cena:

Executivo gritou para os outros dois:
- Cuidado, um carrinho de mão!...
Legislativo pulou:
- Tô vendo, obrigado.
Eleitor falou:
- Não consigo enxergar... Sploooch!?...

Esta cena ocorreu na Cidade do Tomate que Brilha, na Chapada Diamantina


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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Coisas de Criança II


O Segredo

- Mãe você tem um segredo, que eu sei, vai ficar só na família... Você disse que aí tem um sangue, não precisa nem me mostrar, eu já vi outro dia e sei como é... que nooojo... mas eu não vou contar para ninguém, nem prá minha vó, nem prá minha tia, só interessa prá família. Será que o bebê precisa saber?... Ele também é da família... prá meu pai também não vou contar... ele é sabido, ninguém precisa contar quase nada prá ele.
- Olha prá mim, isto é um segredo sim, mas vai ficar somente entre nós duas, porque isso é coisa de mulher. Tá certo?
- Num tá não, e não é coisa de mulher nada, eu sou criança, é coisa de dentro de casa. Quem já viu uma coisas dessas... a mãe fica sangrando e nem o pai vai saber. E se precisar ir pro médico de madrugada?... Ai, ai... É melhor ir no médico mainha, toda vez tem esse negócio e tú nunca fica boa.

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sábado, 1 de agosto de 2009

Coisas de Criança I

Como posso deixar de registrar para o mundo e principalmente para minha filhinha questionadora, pequenas pérolas que ela produz em suas divagações de quatro anos (cinco), é um ser que questiona até mesmo o próprio sono e a sua falta de controle em evitar que o mesmo se apodere de seu corpo.


DORMIR É BOM

Agora eu já sei a resposta
De querer dormir...
Sabe qual é?
Eu durmo porque meu olho fica azedo
Azedo e ardendo
Não fica querendo deixar eu ver
E eu fico querendo ver
E eu não gosto de dormir
Dormir não é bom prá nada
Bom é acordar
Eu gosto de ver que já é de manhã
Pelos buracos das telhas
Meu olho tá fechando por ele mesmo... zzzz

Cecília Ramos por Almirante Águia - Dez 2008
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Selo Blog de Ouro


Recebi este presente de minha querida poetamistica Graça Graúna.
Grato pela sua eleição.

Para compartilhar, vamos às regras...
1. Exiba a imagem do selo “Blog de Ouro”;
2. Poste o link do blog de quem te indicou;
3. Indique 5 blogs de sua preferência;
4. Avise seus indicados;
5. Publique as regras;
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo.
Eis os meus indicados:
IVAN CEZAR,
O NOVO POETA
PALAVRAS
BOA ESCRITA
ESTRELAS

Abraços
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sarney, PT, Adoniram e o Amor

Das coisas que temos que suportar em verde-amarelo. Mais uma vez me ocorre a pergunta em verde-amarelo: Até quando, Catilina verde-amarelo????


Por Joe Brazuca

Os senadores começam a dar sinais evidentes de mal-estar com a presença na presidência do coronel político do maranhão, eleito pelo Amapá

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Efervescência

A cabeça fervilha louca, não há o que escrever. A tela do monitor brilha em milhões de cores que não percebo, mas estão lá fazendo meus olhos arderem. O teclado pede massagem, as teclas prontas a saltarem. A inspiração pede passagem, indo rápido para outros lugares. Bloco de notas ou word tanto faz. Enquanto penso vou digitando sem critérios, um filme vai passando em minha mente, vejo a violência das ruas, abuso sexual e balas perdidas encontrando alvos de forma desmerecida. Meninos e meninas nos campinhos que pretendem formar craques, no mesmo lugar e em outros becos, sacis quase sem pernas queimam os dedos, a boca e o cérebro. Em ondas vãs estão surfistas nos ônibus e nos trens. Parturientes com braços riscados, hipertensos que sofrem e caem. Operadores e fiscais públicos sem ferramentas, milícias bem armadas. Fóruns e discussões que não servem a nada, políticas públicas bem engendradas por vampiros são articuladas, oportunismos e manobrismos controlam as massas. Sem saber o que escrever, versei longamente sobre um garçom, rebusquei um conto medieval, revi antigos textos, tudo tão fora do contexto, o que detesto protesto, fogem-me as energias ao combate, faltam-me as falas para o debate. E o Brasil a quantas anda? Arrancamos o senador do seu palco, ou derrubamos de uma só vez o teatro? A efervescência só aumenta, no horizonte não existe sustentabilidade, vorazes discursos tecnocratas, mar de lama, anseios do povo jogados num fosso. A boca está seca, a alma encruada, os sentimentos amargos. Fora vagabundos, queremos justiça, transparência, liberdadade. Ficha limpa... Temos navalhas para seus bigodes e barbas.

Crédito da Imagem
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Acróstico para Altair by Renata Rimet



Altair Ramos, Almirante-Líder-Irmão

A dmiro sua coragem e
L uta incessante por
T udo aquilo em que
A credita, não julgo seus atos e
I magino muitas vezes o que faria eu
R ealmente se estivesse em seu lugar

R aízes são muito fortes e ligam-nos
A vida é dura para quem não se acomoda
M ãos a obra é sua regra, hoje
O ntem e sempre
S implesmente por acreditar que

A vida pode e deve melhorar se
L evantar nossas cabeças
M irar o horizonte pretendido e seguir objetivos
Í ntegros, claros e possíveis de
R ealizar, mesmo que a batalha seja
Á rdua e seus resultados transformem
N ão só a sua vida, mas a de
T odos que estão a seu redor, por
E ntender que ser feliz é possível se

L evamos em nossas viagens reais e
I maginarias todos aqueles que amamos e
D iariamente participam das
E mpreitadas, abrem mão de pequenos sonhos por
R econhecer nesta liderança a oportunidade de

I r mais adiante e alcançar sonhos maiores
R ealizações pautadas naquilo que fazemos de
M elhor, para si, para o outro e por que não
A os que estão por vir, afinal de contas
O mundo gira e esse garoto não para no tempo
Renata Rimet - http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=54565
Óxenti! Vixi! Gostei de muintu essa minina.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Salve a Independência


Maria Quitéria e a Independência (Feminina) da Bahia
Almirante Águia

Mulher bonita
Mulher-soldado
Por amor a liberdade
Desvencilha-se da vaidade

Com coragem e autoridade
Foi guerreira em combate
Ganhou posto permanente
Na Bahia independente

Aclamada heroína
Arrecadou honras e florete
Figura em destaque
No Monumento ao 2 de Julho

Na Praça da Soledade
Sua espada em riste
E saiote a escocesa
Proclamando sua grandeza

Na mesma época
Destacam-se mais duas
Joana Angélica no Convento
Maria Filipa em Itaparica

Filhas do Recôncavo
Deram o seu exemplo
Precursoras obstinadas
Iluminando novos tempos

Não citadas muitas outras
Que na história se ocultam
Se querem homenageá-las
Ajam com paz e serenidade

Doem amor, paz e liberdade
A batalha que não cessa
Tem foco na igualdade
Que o machismo não processa

Patronas ou Matronas?
Mártires?
Heroínas?
Mulheres...

Leia também: Independência e Ética
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terça-feira, 2 de junho de 2009

242 Poetas Lançam Antologia Poética na 14ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro

O livro “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia – Ano IV” é o resultado de um projeto antigo, acalentado pelo escritor que dá nome ao prêmio. A quarta edição reúne 242 poetas do Brasil, Argentina, Espanha e Portugal. Para a maioria dos escritores esta é uma estréia em grande estilo, pois seu lançamento, durante a 14ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, é uma oportunidade ímpar. O evento ocorre no Rio Centro, de 10 a 20 de setembro de 2009.

Dez primeiros poemas classificados, com seus respectivos autores e notas:
RETRATO URBANO Nota: 9,8 (Fernando Paganatto)

DESLEMBRANÇA Nota: 9,7 (Edson Augusto Alves)

DOIS = UM Nota: 9,6 (André Sesti Diefenbach)

HOMEM NA CAIXA Nota: 9,5 (Emerson Antonio Miguel)

PORTA Nota: 9,4 (Heric Steinle)

PONTUAÇÃO Nota: 9,3 (Luís Fernando Amâncio Santos)

ANTIÉPICO Nota: 9,2 (Tatiana Alves)

ESQUINA Nota: 9,1 (Vanessa Ratton)

SONETO PARA UM VELHO DO MAR Nota: 9,0 (José Maciel Neto)

CORTESÃ HOMOSSEXUAL Nota: 8,2 (Robson Gomes de Brito)
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Meu Poema
TRADIÇÃO - Almirante Águia
Coisa boa
Bate papo
Ao pé da porta
Quem nasce
Em bairro operário
Não tem mesmo
Essa sorte
É preciso dormir cedo
Para acordar
Um pouco forte
Atender as sirenes
Que compram
O intelecto
E o porte.

Sonho antigo
Valdeck Almeida acalentou a idéia do concurso desde seus 12 anos de idade, quando o escritor teve o primeiro contato com a poesia de Drummond, Castro Alves, Augusto dos Anjos e os cordéis escritos por vários gênios da literatura popular nordestina. Há 31 anos o Valdeck compõe poemas e se aventura pelo mundo dos contos e crônicas.
O primeiro livro-filho, “Feitiço Contra o Feiticeiro”, no entanto, só veio à luz após vinte anos de gestação. Foi parido, parto normal, e caminha até hoje por este Brasil a fora. O segundo livro, “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, biografia romanceada, faz tanto sucesso que foi traduzido para o inglês.
Valdeck Almeida de Jesus sabe o que é correr atrás de editoras e receber não como resposta. Ele não queria que outros poetas tivessem a mesma sorte. Por isso, criou o “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus”, que dá oportunidade a gente do mundo inteiro. Inscrições para 2009 no site:
http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=1422976

Sobre o Autor
Valdeck Almeida de Jesus é um poeta e sonhador. Lançou os seguintes livros: “Heartache Poems. A Brazilian Gay Man Coming Out from the Closet”, iUniverse, New York, USA, 2004; “Feitiço Contra o Feiticeiro”, Scortecci, São Paulo, 2005; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Scortecci, São Paulo, 2005; 1ª edição – 100% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; “Jamais Esquecerei do Brother Jean Wyllys”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “1ª Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus”, Casa do Novo Autor, São Paulo, 2006; “Memorial do Inferno. A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, Giz Editorial, São Paulo, 2007 – 2ª edição; 20% da renda doada às Obras Sociais de Irmã Dulce; Participa de mais de vinte antologias de poesias.
Site pessoal: http://www.galinhapulando.com/

Título: “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia – IV”
Org. Valdeck Almeida de Jesus
Giz Editorial
Páginas: 280
Preço: R$ 40,00
Onde comprar: Giz Editorial (on-line).

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Selo Violeta

Ganhei de Ivan Cezar
Estou agradecido

Este selo é premio e representa, segundo os seus criadores,"as sensações que a cor violeta traz para a nossa mente". Ele é dado àqueles blogues que têm algumas das sensações da cor violeta, a saber: magia, encantamento, graciosidade, magnetismo e tudo aquilo que parece mágico.
As regras são simples: Exibir o "Selo Violeta" no seu blogue, juntamente com estas regras, e indicar os blogues que quer premiar. Avisar os nomeados por si. Que a Luz Violeta, com toda a sua magia de transmutação, esteja sempre presente na vida de todos.
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