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quinta-feira, 21 de maio de 2009

CHEGA

Almirante Águia

Minha opinião forte
E meu gênio ruim
É o que fiz de mim
Sou tão somente isso
Nas sombras onde existo

Às vezes leve isopor
Ao vento que me leva
Noutras pesado torpor
Impondo-me severas quedas
Aprendi a ser assim

Traço esta caricatura

Sem causar qualquer horror
Aos que olham fundo em mim
Bem enxergam quem eu sou
Se escaneiam a alma é pura

Deixarei de ser secreto
Incendiarei toda cortina
Sairei do esconderijo
Deixarei de ser tão reto
Viverei de peito aberto

Dançarei a luz do dia
Sem roupas irei às ruas
Pois tenho um gênio forte
A vida em mim é minha
Aos rumores entrego a sorte.

Este poema é para minha irmã, te amo Olivia.

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Poema sobre as coisas vãs


EFEMERIDADES
Almirante Águia

Acontecimento de roça
Toda nova é novidade
Acontecem só por lá
Cisma o povo da cidade


Tarde destas uma ave
Lindo e parvo pavão
Sarapanta a calmaria
Foge as regras da razão

Corre atrás da raposa
Embaralha-se com gato
Acuado por cachorro
Peru lhe dá um trato

Gansos como sempre
Dão bicadas no incauto
Pula aqui, sapeca lá
Sem pose, sem penas

Coitado tá sem rabo
Pavão serve pra nada
Cutelo no pescoço
Enriquece a panelada

A beleza é posta a mesa.



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