domingo, 25 de março de 2012

FRINGE: A série mais bem elaborada da atualidade

Sobre fringe
Fringe, é uma série de Sci-fi (ficção cientifica) exibida pelo canal FOX e estreada em Setembro de 2008. A série é criada por produtores de prestígio, como J.J. Abrams (Lost), Roberto Orci e Alex Kurtzman (ALIAS, Star Trek e Mission Impossible II). Conta ainda com a participação do actor Joshua Jackson (Pacey, de Dawson’s Creek). É uma série que se baseia em acontecimentos estranhos, que apenas um homem consegue explicar, Walter Bishop. Este vai revelar-se muito importante para que a nossa personagem principal, Olivia Dunham (Anna Torv) consiga resolver os seus casos. Fringe aposta em tecnologia biológica e futurística, com forte influêcia de Isaac Asimov.
Os fãns deste gênero (Sci-fi), vão a loucura com tamanha diversidade: Universos paralelos, universos alternativos, telepatia, telecinese, transmutação, controle mental, viagem no tempo e muito mais, tudo montado de uma forma fantástica e surpreendente na mitologia de Fringe. Apesar de ser uma das séries mais intrigantes e bem montadas da atualidade, corre o risco de não passar desta temporada, devido o baixo índice de audiência que tem permanecido na casa dos 3 milhões de expectadores nos EUA, na faixa de 18 a 49 anos. Com isso o canal diz que esta perdendo dinheiro. Embora os autores informem que para uma conclusão bem elaborada, que feche bem todas as pontas, seja necessária mais uma temporada com uns 15 episódios. A série é exibida toda 6ª feira, às 21 horas pelo canal FOX.
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Este espaço, Altair Blog, não destina-se a comentar ou fazer reviews de séries, mas fiquei bastante ansioso em querer comentar nos sites especializados, porém como nada ainda foi editado, nos locais que acesso, resolvi  tecer aqui minhas percepções sobre o episódio 4x15 – A Short Story About Love, que aconteceu na última 6ª feira, dia 23.

Sobre o episódio
Então nossas, pelo menos de alguns, suspeitas estavam corretas, Peter esta em casa, a Olivia é ela mesma, que estava vivendo o mundo reescrito, o mais interessante é que não houve muito interesse por parte de Walter em querer estudar a psique de Olivia, Nina assustou-se, mas também aceitou como fato, como situação irremediável, de certa forma a Olivia morreu. Imaginemos que o tempo reescrito, feito às pressas com tinta ruim ou sem o catalisador correto, esteja se desfazendo pouco a pouco, as páginas apagadas em confronto com a luz, reascendam os escritos originais.
Neste último episódio, tive apenas uma surpresa, que foi o retorno de September, graças a percepção de Walter, o plano do Observador aconteceu muito antes do que ele esperava, porém no momento certo. Bastante engraçado foi a jogada com o ursinho vigia, com uma câmera embutida, sempre o improvável, ajudando a solucionar mistérios. Acredito que toda esta movimentação para encontrar um sinalizador, que ajude a encontrar outro sinalizador que orientasse o Observador a retornar para oTempo (como gostaria de conhecer este “lugar nenhum”, onde o careca ficou detido), esta ação toda foi pura perda de tempo, uma estratégia de roteiro para isolar os principais personagens enquanto estes pudessem refletir sobre si mesmos. Poderia ter sido explorado de uma outra forma. Não fiquei assim... tipo satisfeito.
A grande gafe do episódio, é Walter não precisar de óculos para perceber que havia algo escrito naquele disco implantado no olho de Peter, mas a jogada de September, foi de mestre. 

O ladrão de feromônios, que (des)figura mais grotesca e insossa, tanto pânico e dor, apenas para uns poucos momentos de docilidade, muito cruel. Uma grande operação tecno-bestial-killer,  somente para firmar numa Olivia já convencida a consciência de que a solidão é muito ruim, que a sua vida anterior não valia nada, que ela precisava assumir o seu amor. Antes tivessem utilizado aquele episódio no homem invisível para isto, a mensagem teria sido mais emocional.
Estava na cara que a ruiva não era a escolhida do DESfigurado, mesmo com meu inglês ruim, percebi logo que havia uma amante na jogada, se fosse a ruiva, acho que ela morreria no que dependesse da equipe Fringe, eles estavam muito mal posicionados, estavam expostos.
O amor é tudo, que o digam do além o casal de cadáveres, tocando-se ternamente. Assim também acontece com Subject 9 (4x04), Eugene (4x07) e com o DESfigurado non-sense deste último episódio. Todos querem ser normais, todos querem ser amados.
Se vocês, meia dúzia de leitores deste blog, não entenderam xongas, sugiro que assistam a série, ou então acompanhem por aqui, aqui ou aqui, alguns exemplos de páginas sobre seriados de tv.
Considerando que em Fringe, nada acontece por acaso, este episódio parece-me um tanto fraco, mesmo funcionando como um eixo, que colocará as personagens e os expectadores, cada qual no seu devido posto para enredar os próximos enlaces, visto que a partir de agora, Peter sabe que está no Universo correto, e Olívia é a mesma Olívia que conhecemos anteriormente. Pode também ser uma forma de equalizar certas equações, estabelecendo lastro para que a série seja concluída ainda nesta temporada. Fico muito triste com esta possibilidade.

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