quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Dia dos Namorados - Poesias e Sentimentos
A V o l t a
Volto sim
Claro que volto
Porque não
Com tantas promessas
Sinais de leveza
Coisas feitas sob jaqueiras
Até mesmo mangueiras
Volto sim
Talvez prá ficar
Porque não
Seguindo os caminhos
Sem jamais desviar
Do desejo secreto
Na flor da inspiração
Pronto a se revelar
Soltar o pólen
Claro que volto
Porque não
Com tantas promessas
Sinais de leveza
Coisas feitas sob jaqueiras
Até mesmo mangueiras
Volto sim
Talvez prá ficar
Porque não
Seguindo os caminhos
Sem jamais desviar
Do desejo secreto
Na flor da inspiração
Pronto a se revelar
Soltar o pólen
Em teu coração
S i m p a t i a
simpatia para dor de cotovelo
pare num barzinho
destes que lotam
não chegue nem perto
de locais com voz e violão
é muito intimista
o machucado só vai aumentar
gafieira é boa pedida
mas é preciso saber do riscado
você não esta em condição
de ser motivo de galhofas
corra para um pagode
ou rave mais descolada
finja que esta tudo bem
prefira ficar em pé
balançando o corpo
a mesa pode te deixar isolado
peça um bom drink
que não tenha uns trololós
pendurado na boca do copo
discrição é sem dúvidas
a melhor forma de se aparecer
se preferir ambientes mais soltos
vá para uma praça agitada
ou uma beira de praia
beba duas cervejas
coma uma poção de pititingas
espere, assedie sem atacar
evite ouvir nestes dias
a música: garçon
faça isso várias vezes em uma semana
beba caldo de carangueijo
a água do cozimento
você vai precisar
se não arrumar ninguém
você é mesmo careta
mude de bar
mude de cidade
mude de postura
ou procure um rezador.
V e r d a d e s & D e s a m o r e s
Se ainda posso ser eu
Quem se foi
Quem perdeu.
No paço eu repasso
Boto os pés
Em novos passos.
Em novos passos.
domingo, 5 de junho de 2011
Falta a Luz - Uma visão sobre o meio ambiente
O Homem se colocou durante muito tempo no topo da pirâmide da evolução, na sua inteligência definiu haver Reinos – Animal, Vegetal, Mineral – por ser racional se intitulou Senhor Absoluto, defendeu o usufruto, o poder do capital, o que não pagou, tomou com a espada, o que não pôde tomar, destruiu... Disseminou as regras que criou e declarou que somente é possível viver se for possível ter.
Falta a Luz
Órfã nação
Amor de feras
Excluídos
Elitismos.
Somos todos
Sem-terra
Sem-teto
Sem-tetas.
Sem grão
Sem pão
Desunião
Caem irmãos.
Somos a Terra
Sem sermos Ela
Somos da Terra
Que somos feitos.
Mãe, Mãe
Ensinai
A não negar-te
A proteger-te.
Perdoai-me
Perdoai-nos
Somos tão brutos
Mãe, Mãe...
Em toda criação
Natureza
Em toda fé
Deus.
Lançai uma luz
Vida sem mágoas
Homem perfeito
Sem lança no peito.
Amor de feras
Excluídos
Elitismos.
Somos todos
Sem-terra
Sem-teto
Sem-tetas.
Sem grão
Sem pão
Desunião
Caem irmãos.
Somos a Terra
Sem sermos Ela
Somos da Terra
Que somos feitos.
Mãe, Mãe
Ensinai
A não negar-te
A proteger-te.
Perdoai-me
Perdoai-nos
Somos tão brutos
Mãe, Mãe...
Em toda criação
Natureza
Em toda fé
Deus.
Lançai uma luz
Vida sem mágoas
Homem perfeito
Sem lança no peito.
... Falta a Luz...
Este texto já foi publicado no Overmundo.
Também pode ser visto em Terra, aquele abraço!
Fotos: Almirante Águia
Também pode ser visto em Terra, aquele abraço!
Fotos: Almirante Águia
sábado, 28 de maio de 2011
Arte: "DIVERSOS OLHARES de César Cerqueira" em Itaberaba
César Cerqueira "As Lavadeiras"
Apaixonado pelos valores culturais de sua região, o artista plático feirense César Cerqueira retrata os costumes do seu povo, a devoção religiosa, as festas profanas, a lida do homem na roça e os seus festejos, redescobrindo a fantástica visão de um nordeste apaixonante.
"Abstrato com Anéis de Aço"
Apreciar a obra de César Cerqueira constitui-se em uma inestímável oportunidade de conciliar o prazer estético da contemplação a um singular conhecimento de si e do mundo, um conhecimento que extrapola os limites da realidade para atingir, no abstrato de suas telas, as múltiplas faces e imagens que vão se construindo a cada novo olhar.Em conversa com este blogueiro, Cesar Cerqueira disse que seus dons artísticos afloraram por volta dos oito anos de idade, quando expontaneamente começou a fazer pequenas esculturas entalhadas em tacos de madeira, estes eram pequenos retângulos que foram muito utilizados na forração de pisos até fins da década de 70, do século passado.
"Carro de Boi"
Muito enfaticamente, nos informa que foi através da literatura nacional e mundial, que ocorreu o grande encontro e interação com o imaginário e o simbólico que toma forma e vida na sua arte. Num tom sereno e de agradecimento, cita dois grandes escritores brasileiros, Graciliano Ramos e o impagável Ariano Suassuna.A Exposição - "DIVERSOS OLHARES de César Cerqueira", acontece no Espaço Cultural Donald Amorim, na Câmara Municipal de Vereadores de Itaberaba de 26 de maio a 08 de junho de 2011. A entrada é franca.
Apresentação musical
Os presentes a inauguração do evento (26), foram agraciados também, com a apresentação do músico, cantor e compositor Dão de Abreu. Este moço, filho de Ibiquera, foi o primeiro âncora do programa "Especial da Manhã", na Rádio Rosário FM 104,9 - e esta preparando um novo CD para os amantes da boa música.
Dão de Abreu
_
Marcadores:
almirante aguia,
artes plásticas,
camara de vereadores de itaberaba,
cesar cerqueira,
dao de abreu,
espaço cultural donald amorim,
exposicao
sexta-feira, 20 de maio de 2011
"Mas eu posso falar 'os livro'?"
Como diz o meu amigo filósofo Wilson Aragão: "Pensem o que vocês quiserem. Adeus boiada..."
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Artpoesia no Fala Escritor 19a Edição (2)
Poetas, escritores e ativistas literários, José da Boa Morte e Carlos Alberto Barreto, estiveram na 19ª edição do Projeto Fala Escritor, onde contaram para um público atento, com muita poesia e reflexões, a caminhada de encontros, glórias e dificuldades, que fazem do Movimento Cultural Artpoesia, em seus 12 anos de "Existencia, Resistencia e Insistencia!" um grupo consolidado no ambiente cultural baiano, sendo reconhecido nacional e internacionalmente, como movimento literário de referencia na trajetória de autores iniciantes e outros a mui consagrados.
O Projeto Fala Escritor acontece mensalmente nas Livrarias Saraiva em dois grandes Shoppings de Salvador - BA - falaescritor@hotmail.com - Venha fazer parte desta festa!
O Projeto Fala Escritor acontece mensalmente nas Livrarias Saraiva em dois grandes Shoppings de Salvador - BA - falaescritor@hotmail.com - Venha fazer parte desta festa!
_
terça-feira, 17 de maio de 2011
Josué Ramiro no Fala Escritor 19a Edição
Sim, eu sei que faz algum tempo, também estava com saudades, então vamos degustar este saboroso aperitivo.
O escritor, poeta e recitalista Josué Ramiro Ramalho é homenageado pelo projeto Fala Escritor 19ª Edição, no quadro Quem é o Escritor? Onde o poeta fala sobre o seu trabalho e sobre os seus chapéus. O Projeto Fala Escritor acontece mensalmente nas Livrarias Saraiva em dois grandes Shoppings de Salvador - BA - falaescritor@hotmail.com - Venha fazer parte desta festa!
_
O escritor, poeta e recitalista Josué Ramiro Ramalho é homenageado pelo projeto Fala Escritor 19ª Edição, no quadro Quem é o Escritor? Onde o poeta fala sobre o seu trabalho e sobre os seus chapéus. O Projeto Fala Escritor acontece mensalmente nas Livrarias Saraiva em dois grandes Shoppings de Salvador - BA - falaescritor@hotmail.com - Venha fazer parte desta festa!
_
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
O nascimento de Jesus, um cordel sobre o Natal
Muito bem feito este trabalho, não poderia deixar de repassar.
Bom Natal
Que cada um celebre ao seu melhor modo:
Feliz!!!
_
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Projeto Brasil Plural CETEP Itaberaba 2010
SlideShow com algumas fotos das apresentações de estudantes, artistas locais e convidados que fizeram parte do Projeto Brasil Plural, com o tema "Cultura Popular", ocorrido nos dias 26 e 27 de outubro de 2010, nas dependencias do CETEP, antigo Colégio Estadual de Itaberaba. O projeto agregou alunos, professores e comunidade, que montaram apresentações artitísticas e stands onde foi possível apreciar performances e exposições, representando a diversidade da cultura popular do Brasil. Foram contemplados entre outros temas: Contos Populares, Cultura Negra, Indígena, Cigana, Samba de Roda, Maculelê, Capoeira, Culinária Sertaneja, Culinária Regional e Alternativa e Medicina Cabocla, entre outras tantas. O evento foi um grande festival cultural, certamente despertou nos participantes uma visão mais focada para a cultura local, onde pode-se a partir daí, estabelecer metas para a manutenção histórica das tradições locais, sem que nos percamos nas amplitudes globais.
-
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Preconceitos
Sim, estou sem tempo para postar, então encontrei este texto interessante sobre o preconceito e resolvi trazê-lo para cá, uma vez que é novembro e temas raciais entram em um tipo de órbita de discussões e debates, carregando em seu corpo e cauda temas frequentes sobre os mais diversos tipos de preconceitos e intolerâncias, quais somos algozes e vítimas. Quem nunca ridicularizou, inferiorizou, ou desqualificou alguém, que nos mostre o caminho das pedras. Altair Ramos
Preconceito dói, cabra da peste!
Publicado em 05.11.2010, no JC Online Por Miguel Rios
Preconceito é difícil de sair da gente. Volta e meia, a gente se surpreende, se flagra, e até se orgulha, dizendo, pensando, compartilhando algum estigma contra o outro.
Uma nova vilã, daquelas malvadas ao extremo, que dissemina e atrai ódio, de nível igual ou pior que qualquer Odete Roitman ou Nazaré Tedesco, está na mídia. É aquela garota lá do Twitter que nos ofendeu, nós nordestinos, nos indignou mais uma vez, nos fez relembrar preconceitos que pareciam estar se esvaindo, que se mostram ainda vigorosos, que machucam mesmo quem finge não ligar, quem tenta se mostrar acima.
Outra vez, doeu. Outra vez, ele voltou. Aliás, nunca se foi. Só estava mais quieto, nestes tempos de maior patrulha, de menos tolerância com os intolerantes.
Preconceito é difícil de sair da gente. Volta e meia, a gente se surpreende, se flagra, e até se orgulha, dizendo, pensando, compartilhando algum estigma contra o outro.
Mas se é na nossa pele que arde aí nos enfurece. Não pode, não se aceita, é absurdo, é opressor, ultrapassado, injusto.
A pele dos nordestinos queimou. Estigmas e estereótipos queimam mesmo.
A pele de qualquer tuiteiro do Maranhão à Bahia ainda está, no mínimo, coçando. Tem aquele cara que posta dia após dia, insistente, resistente, mensagens contra a autora do ataque, sedento por não deixar barato.
"Como posso ser inferior?", pensa ele. "Sou inteligente, universitário, bonito, uso roupa boa, dentição completa, tenho laptop, carro, amigos no exterior, viajado, falo inglês, comecei no espanhol, já planejo meu MBA. Vou ter sucesso garantido! Como se pode dizer que sou inferior? Como se eu fosse um pobre qualquer, um mundiça desses, pipoca da vida, um beira-canal, que só serve para se apertar em ônibus, sujar a praia. Esse bando de assalariado farofa..."
E a roda do preconceito gira:
"Como posso ser farofa?", pensa um dos assalariados. "Ando de ônibus, moro em subúrbio, mas curto bandas legais, livros legais, filmes de arte. Tenho amigos descolados. Somos questionadores do status quo, dos padrões impostos pela sociedade de consumo. Tenho potencial. Farofa eu? Farofa e pipoca é essa negada ignorante, de gosto ruim, que curte pagode e axé, jeito marginal, enchendo o mundo com som alto de funk de CD pirata. Tenha dó!"
E gira...
"Sou negro sim, mas sou lindo! Curto o meu som e meu jeito moleque. Orgulho de raça, de gostar do que eu gosto, das raízes, de saber dançar melhor que branco. De morar onde moro. De me virar e arranjar algum para meu pai e minha mãe. Eles dois que me criaram com esforço e dignidade. Me fizeram um homem, homem mesmo. Se eu ainda fosse um desses veados safados podiam até falar. Aquilo é que é nojeira. Mas eu não tenho do que me envergonhar."
Continua a girar:
"Se dou pinta é porque eu quero. Essa tropa enrustida de metidos a macho fala mal, mas faz as mesmas coisas que eu entre quatro paredes. E tem inveja do meu sucesso. Tenho jeans Diesel, perfumes Armani, óculos Roberto Cavalli. Até minhas sandálias de praia são de grife. Por isso, não me junto. Morram de inveja, bichas pobres, roupa de sulanca, classe D!"
E a roda vai girando, criando novos julgamentos, batendo neste e naquele, se aproveitando de ideias preconcebidas, crendices, rancores...
Você já teve um dia em que se assemelhou à vilã lá do Twitter, aquela babaca, estúpida, condenável, que te revoltou tanto quando jogou o ácido supercorrosivo do preconceito sobre seu orgulho? Você já destilou desprezo sobre alguém? Eu já.
Pense na fulana do Twitter, pense na queimadura, pense em como dói, pense em como cicatriza demorado.
Pense nela antes de carimbar, com raiva, agressão e afinco, loura de burra, rapaz rico de playboyzinho, negro de maloqueiro, gay de molestador devasso, gostosa de piranha, pobre de ignorante, sertanejo de atrasado, gente da capital de pedante.
E a roda do preconceito gira:
"Como posso ser farofa?", pensa um dos assalariados. "Ando de ônibus, moro em subúrbio, mas curto bandas legais, livros legais, filmes de arte. Tenho amigos descolados. Somos questionadores do status quo, dos padrões impostos pela sociedade de consumo. Tenho potencial. Farofa eu? Farofa e pipoca é essa negada ignorante, de gosto ruim, que curte pagode e axé, jeito marginal, enchendo o mundo com som alto de funk de CD pirata. Tenha dó!"
E gira...
"Sou negro sim, mas sou lindo! Curto o meu som e meu jeito moleque. Orgulho de raça, de gostar do que eu gosto, das raízes, de saber dançar melhor que branco. De morar onde moro. De me virar e arranjar algum para meu pai e minha mãe. Eles dois que me criaram com esforço e dignidade. Me fizeram um homem, homem mesmo. Se eu ainda fosse um desses veados safados podiam até falar. Aquilo é que é nojeira. Mas eu não tenho do que me envergonhar."
"Sexualidade não define caráter. O que eu faço na intimidade não é da conta de ninguém. Sou decente. Sou homem igual a qualquer outro. Ninguém se envergonha de estar ao meu lado. Sou másculo, não dou pinta, tenho um namorado sem trejeitos também. Não escandalizamos. Podemos frequentar qualquer ambiente. O problema são essas bichinhas afetadas, estes travestis que sujam a barra dos gays. Um horror."
Continua a girar:
"Se dou pinta é porque eu quero. Essa tropa enrustida de metidos a macho fala mal, mas faz as mesmas coisas que eu entre quatro paredes. E tem inveja do meu sucesso. Tenho jeans Diesel, perfumes Armani, óculos Roberto Cavalli. Até minhas sandálias de praia são de grife. Por isso, não me junto. Morram de inveja, bichas pobres, roupa de sulanca, classe D!"
E a roda vai girando, criando novos julgamentos, batendo neste e naquele, se aproveitando de ideias preconcebidas, crendices, rancores...
Você já teve um dia em que se assemelhou à vilã lá do Twitter, aquela babaca, estúpida, condenável, que te revoltou tanto quando jogou o ácido supercorrosivo do preconceito sobre seu orgulho? Você já destilou desprezo sobre alguém? Eu já.
Pense na fulana do Twitter, pense na queimadura, pense em como dói, pense em como cicatriza demorado.
Pense nela antes de carimbar, com raiva, agressão e afinco, loura de burra, rapaz rico de playboyzinho, negro de maloqueiro, gay de molestador devasso, gostosa de piranha, pobre de ignorante, sertanejo de atrasado, gente da capital de pedante.
Pense bem quando tua veia discriminatória, aquela que pulsa toda vez que vem o desejo de diminuir o outro pela ilusão de se auto fortalecer, saltar.
Clique na imagem para ampliar |
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Revista Artpoesia 89 - Patativa do Assaré
A Revista Cultural Artpoesia, trás em sua edição nº 89, homenagem ao grande poeta cearense, Patativa do Assaré. A Revista é um projeto coletivo. Lançada no ano de 1999, onde participam autores baianos e de outras paragens. Alguns já reconhecidos, outros buscando o espaço merecido.
Abaixo, a cópia na íntegra de uma postagem sobre o Patativa do Assaré, publicada em 2007 no blog Mundo do Cordel:
PATATIVA DO ASSARÉ NÃO ERA ANALFABETO
Há alguns posts passados, mencionei aqui que o poeta Arievaldo Viana teria dito em entrevista que Patativa não era analfabeto. Hoje, trago trecho do livro CORDÉIS, de Patativa do Assaré, o qual é iniciado com um texto de Luiz Tavares Júnior – professor do Curso de Mestrado em Letras da Universidade Federal do Ceará – no qual o autor confirma essa afirmação de Arievaldo:
“Embora sua instrução formal tenha sido muito diminuta, seu contato com os livros foi constante e permanente, tendo convivido intensamente com a poesia de Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Castro Alves e a prosa de Coelho Neto, como afirma Luzanira Rego, a partir de uma visita à casa do poeta, ao se deparar com os livros desses escritores; e Rosemberg Cariry vai um pouco mais além, ao enunciar: ‘Patativa é homem que sabe ler, de muitas leituras e informações sobre o que acontece no mundo (...). Basta dizer que, mesmo quando Patativa era violeiro e encantava os sertões com o som de sua viola e a beleza de seus versos de repente, já estudava o tratado de versificação de Guimarães Passos e Olavo Bilac e lia Os Lusíadas’. Em face dessas afirmações e, se acrescentarmos que, de fato, estamos diante de uma pessoa de inteligência invulgar e espantosa memória, como sempre afirmam seus biógrafos, haveremos facilmente de compreender a grandiosidade de seu engenho e arte no manejo do verso e na criação de sua poesia, atestado por quantos se aproximam de sua obra, aqui, no Brasil, como no estrangeiro”.
Percebe-se, portanto, que Patativa agia deliberadamente quando escrevia na forma matuta presente em Aos Poetas Clássicos:
Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
sábado, 9 de outubro de 2010
Criança tem o quê?
Criança tem direitos:
Ter infância,
Ser feliz...
Criança tem deveres:
Ter infância,
Ser feliz...
Criança é assim:
Inocência,
Felicidade...
Perguntei a três crianças
O que é ser criança?
Uma disse:
- Vida boa!
A outra:
- Brincar bastante!
O de dois anos:
- Pula, pula, pula...
Eu vi um papo, (1)
Um papainho, (2)
I um vuão. (3)
Legendas: (Somente para os adultos)
(1) sapo, (2) passarinho, (3) avião

terça-feira, 28 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Receita de escândalo e poder
Há muito não confio em qualquer sistema de arquivamento, seja público ou privado. Este caso da receita é somente, mais um caso. Lembro-me bem, do caso do painel do senado, nada aconteceu, e o principal envolvido, mais tarde foi presidente do conselho de ética, certamente porque entendia do assunto com grande astúcia.Vejamos algumas situações práticas, todos nós que estamos conectados na web, através de blogs e sites, ou fazemos compras a partir de uma lan house, já não temos sigilo algum, ou estamos muito mais vulneráveis que os não incluídos digitalmente. Se possuímos e utilizamos celulares ou cartão de crédito, piora mais ainda a situação.
Hoje em dia para se tirar a carteira de habilitação, é preciso que se faça um registro biométrico das impressões digitais, ou seja, em todo o processo de habilitação do condutor ou para a renovação da carteira, o indivíduo deixa uma trilha digital. Estão em jogo a mobilidade, a rastreabilidade, o direito de ir e vir, o livre arbítrio, os direitos indivíduais.
Em algumas cidades já esta sendo testado este processo para a identificação do eleitor na hora do voto. Como nunca acreditei no sistema eleitoral informatizado, com este processo biométrico, pior ainda. Para que se quebre de uma vez por todas a nossa individualidade, só nos resta descobrir que inseriram um nano chip em nosso corpo, numa campanha qualquer de vacinação.
Voltando as questões do sigilo da receita, é óbvio que os principais responsáveis pela guarda dos dados, estejam se mostrando indiferentes, para eles, trata-se apenas de pressão eleitoreira. Nada mais importa, além de se promoverem na grande escalada gerada pela fome de poder. Particularmente, esta coisa tem cheiro de armação dos próprios denunciantes, consigo ler isto quase que nitidamente nas entrelinhas. Caso eu esteja enganado, após a apuração dos fatos, ponto para quem discorda.
O correto é que os fatos sejam apurados com a profundidade necessária, buscando-se os mandantes deste crime de invasão da vida alheia. Por outro lado fica evidente que os sinônimos para estado - poder e controle - acabam por se manterem. Quer dizer, quem comandou este esquema, ou é estado, ou pretende ser. Resumindo, não valem um punhado de farinha fofa.
Não devemos ficar assustados, se chegarmos a suspeitar que a receita federal seja um dops, sem armas de fogo; mas quem não deve não teme, mesmo que pareça impossível, da forma como as coisas andam, da noite para o dia, o meu patrimônio pode tornar-se gigantesco, pois se é possível invadir, é fácil também a manipulação dos dados.
Pior ainda, é o cidadão comum e assalariado ser convocado dentro da malha fina, para prestar contas sobre valores recebidos ao ter vendido alguns quilos de papel e algumas garrafas velhas para a reciclagem, sem ter declarado tal fonte de renda. Ou então, porque não deu baixa no registro de alguns pares de meias e cuecas que foram descartadas ao lixo por estarem bastante puídas.
O escândalo é bastante grosseiro, além de ser um atentado a soberania individual. Para este ponto também faço uma observação - Se fossemos verdadeiramente "indivíduos constitucionais", não haveria a necessidade de o estado possuir o poder que tem; infelizmente a democracia, como as religiões nos fazem reféns de poderes invisíveis.Para mim, e para a grande maioria do povo, esta quebra de sigilo não tem qualquer importância, lógico é um desrespeito social e político, além de ser um sinistro na credibilidade moribunda do cidadão; coerentíssimo, seria o estado dar o exemplo do rigor legal. Porém os principais atingidos são os próprios envolvidos. Isto não passa de urina de cachorro tentando demarcar território.
-
domingo, 5 de setembro de 2010
Os mágicos e as ilusões
Estive consultando o dicionário para verificar os significados das palavras “ilusão” e “mágico”, após alguma reflexão juntando as duas palavras, compreendi que a ilusão é a arte dos mágicos, pois estes (os mágicos) desenvolvem através de estudos e técnicas, as habilidades necessárias para conduzir um público à distração e euforia, gerando daí, a crença individual e o delírio coletivo, transformando em fatos e verdades, as inverdades e salamaleques apresentados em um palco circense ou na tela da tv.Somente para citar alguns nomes mais conhecidos, temos: O Mestre Roldine, que escapava de correntes até em baixo da água, David Cooperfild e, Mister M, que já fizeram desaparecer avião e até navio.
Continuando a refletir, agreguei estes fatos à conjuntura política atual; fiquei espantado ao perceber que o mesmo tipo de arte com as suas técnicas, são utilizadas para se fazer campanha política e eleitoral. – Não acredito!! Gritei comigo mesmo. - Meu cérebro não aguenta este tipo de constatação. Não acredito...
São vários os mágicos em muitas categorias, uns mais treinados outros que mal conseguem esconder uma boa carta na manga, porém todos tentam com muito esmero, criar as ilusões e euforias necessárias para que os aplausos e as crenças do público do circo eleitoral, os conduzam para a glória, para o estrelato de quatro anos ou mais, quero dizer, mandato.Devido o calor, a fome, o cansaço e a sede, o peregrino no deserto, acaba por criar imagens de paraísos que são denominados de “miragem”, e acabam em morte por inanição, muitas vezes, sem descobrir que as suas esperanças não passavam de fantasiosas criações da própria imaginação.
Estejam atentos para diferenciar o que é ilusão, miragem ou fantasia, pois o calor da campanha pode esgotar os teus sentidos, a tua fome, o cansaço e a sede poderão ser recompensados por anos de penitência e, até mesmo com a morte precoce das tuas capacidades individuais, devido a desesperança.
Quem se utiliza da verdade, não vai à tua rua ou à tua porta com palavras elogiosas e promessas vãs, não precisam dizer que são bons ou melhores, não pagam para que outros façam isto, não sentem a necessidade de fazer lavagem cerebral por meio de paródias de músicas populares ou camisas coloridas que fervilham pelas cidades, criando um verdadeiro carnaval sem blocos ou escolas de samba; estão tentando nos hipnotizar, e estão conseguindo...
Fiquem atentos, alguns carroceiros colocam uma cenoura na frente do burro para que ele ande mais rápido, ao fim da viagem, comem a cenoura e dão palha seca ao animal.Penso que Moliere, Maquiavel e Machado de Assis, existindo hoje, jogariam suas obras no lixo, pois o que escreveram anos atrás, seria considerado como rascunho de colegial, devido à evolução do mau-caratismo gerado pela fome de poder e das técnicas de enganação que se ampliam e constituem “lei branca” democraticamente vigente.
Cuidado!!!!
sábado, 21 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
O Pai - Vídeo
O Pai
Altair Ramos
Olhar o mundo em volta
E temer pelo que virá
Ver as crianças brincando
Gritando, sorrindo, pulando
Chorando, impondo, esperneando
Acreditar, sim é possível
E todo o temor dissipar
Se estou aqui, se outros estão
Porque então se assustar
Logo nas primeiras horas
Aquela coisinha pequena
Meio inchada, enrugada
Nossa, é tão esquisito
Ao mesmo tempo é lindo
É preciso trabalhar mais
O carro agora é pequeno
O quarto que temos não dá
Esta pequena cria, logo crescerá
E cresce, numa noite estamos acordados
Devido as cólicas e fraldas molhadas
Ou a mamadeira que ficou atrasada
Noutro dia, já estamos ensinando
Coisas que pouco sabemos
Falar, andar, ler, escrever, soltar pipas
Fazer pipi e enxugar
Fazer pipi e balançar
Nada encerra a emoção
Perceber a cada dia, a emancipação
Trazendo novos temores
Que chegam com a individualidade
Com a força da idade
Egoísmo e medo, de perder
Novas coisas a entender
Sentindo-se ultrapassado
Aprendendo e ensinando, sempre
Lembrar-se das mãozinhas miúdas
Daquela pele macia
Querendo de volta noites perdidas
Trocando fétidas fraldas
Sentindo o cheiro de leite azedo
Na única camisa boa, passada
Descobrir-se sem identidade
Porque agora, não tens mais o teu nome
Porque agora, tu és o pai do fulano
Ninguém mais te conhece
Embora todos saibam quem és
Teu nome agora
Simplesmente é: Pai
Ewerton Matos é locutor da Rádio CBN Salvador FM 100.7
_
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Carta ao Presidente na Bienal do Livro de São Paulo
Escritores baianos levam para o maior evento literário do país,
livro direcionado aos políticos do Brasil
Em ano de eleições nada melhor do escrever para os políticos mostrando quais as reais necessidades e desejos dos eleitores. Pensando nisso, o jornalista Carlos Souza organizou o Livro Carta ao Presidente – O que deseja o brasileiro no século XXI, que será lançando no dia 21 de agosto, a partir das 16h30, na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece entre os dias 12 a 22 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, no horário das 10h às 22h (Av. Olavo Fontoura, 1.209 - Santana - São Paulo – SP).
O livro sairá pela Scortecci Editora – São Paulo e, tem a apresentação do professor Germano Machado. Em setembro o livro será lançando em Salvador, com data e local ainda a ser confirmado. Na oportunidade estará presente a maioria dos autores, que falarão sobre seus textos políticos. A obra é composta por vários escritores, entre eles nomes como: Ildásio Tavares, Antonio Barreto, Valdeck Almeida de Jesus, Roberto Leal, Tássio Revelat, Luiz Carlos Santos Lopes, Leandro de Assis, Leandro Flores, Antônio Santana Marilene Oliveira, Domingos Ailton, Caetano Barata, Altair Fonseca Ramos, Grigório Rocha, Debora Galvani, Gricélio Santos, Marcelo de Oliveira Souza, Márcia Menezes Sales, Nilmário Pereira dos Santos Quintela, Rita Maria da Silva Oliveira, Rosana Santos Silva, entre outros.
Carta ao Presidente destina-se a todos os governantes do povo. “Presidente, governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores, enfim, a todo o poder constituído dessa nação. Mas não para por ai. Além do objetivo citado acima, tem o de provocar o interesse do povo para as questões políticas de seu país”, informa Carlos Souza, o organizador.
Na apresentação, o prof. Germano Machado fala que a principal mensagem do livro é a multiplicidade de opinião sobre o atual Presidente da República sem nenhuma pretensiosidade, sem nenhum embate político partidário. “A importância do Livro Carta ao Presidente é a singularidade de escritores iniciais, e outros mais avançados quererem levantar uma visão sobre o atual Presidente do Brasil. E, daí a importância desse texto que não é pretensioso, em ouvindo vários escritores já apresentar uma visão de julgamento, que não é condenatória nem partidária”.
Para a escritora Morgana Gazel que assina o texto da contra capa, “quando brasileiros exercitam a cidadania num livro como Carta ao Presidente, apontando contradições que eles observam ou sentem na própria pele e para as quais reclamam solução, a leitura deste livro faz-se tão necessária e oportuna que, ouso afirmar, deve ser considerada imprescindível nas escolas do Brasil”.
O organizador - Carlos Souza é jornalista e profissional de marketing. Tem atuado na área de assessoria de imprensa e marketing pessoal para escritores, instituições culturais e artistas de modo geral. Também é radialista, professor e palestrante. Autor do livro Revolução Pessoal – Seu Próximo Desafio, no qual demonstra que é possível enfrentar desafios de modo a alcançar as metas pessoais. Além disso, participa de dez coletâneas. É verbete do Dicionário de Autores Baianos da Secretaria de Cultura e Turismo da Bahia e da Enciclopédia da Literatura Brasileira Contemporânea, Volume XIV, 2009, Rio de Janeiro/RJ, organizada por Reis de Souza.
Tem artigos publicados nos jornais: A Tarde, Correio da Bahia, Tribuna da Bahia, Bahia Notícias, Tribuna Evangélica, Primeira Página, e a Voz do Cepa. Membro da Academia de Cultura da Bahia e colaborador do Círculo de Estudo, Pensamento e Ação (CEPA), da Fundação Òmnira e do Projeto Fala Escritor.
Informações: 71 8122-7231
E-mail: carlossouzamkt@hotmail.com
_
terça-feira, 27 de julho de 2010
A Peleja no Pasto do Pindobá
(É só um caso, pode ser um causo, mas é verdade das boas, com inventações e tudo.)
A Peleja no Pasto do Pindobá
Nasci na cidade grande
Na beira do mar fui parar
Depois de tempo viajando
Na Chapada vim chegar
Viver em outras paisagens
Não consigo me pensar
Sobre pedras e rochedos
Vou tramando meu enredo
De tudo o que já vi
Tenho gosto em contar
Arranhei-me em calumbi
Me lasquei nos gravatás
Fui açoitado por carcará
Do seu ninho a cismar
Num grande Itapicuru
Onde estava a descansar
Passei por cima de cascavel
Outra por mim deixei passar
Parado quietinho sem respirar
Não fui atacado, deixa pra lá
Cobra coral tem boa morada
Na toca dos caburés
Na surpresa da melindrosa
Bem escondida e preparada
A grande aventura mesmo
Foi ter uma peleja sinistra
Com uma artista da peçonha
Luta feia com a jararaca
Coisa linda de boca aberta
Fazendo esquivas de mestre
Sem timbau, sem berimbau
Valei-me todo o nordeste
Um caboclo só e arrepiado
Pulando mais que macaco
Na direita uma faca pequena
Na outra uma palha de coco
Muito aperreio e sufoco
Três chegaram a cavalo
Apearam e se alistaram
Dança daqui, sapeca de lá
Suores de tanta refrega
Pegamos a bandida vencida
Em forquilha de vara curta
Não morta, desfalecida
Manhosa toda estirada
Quem te viu quem te vê
A união fez a força
Foi muita labuta vencer
Leva a bicha pra Salvador
Tornam o veneno em soro
Nas veias de um cavalo
Na mão de algum doutor
Outro disse, leva pra Ipirá
Tem curador para comprar
Com esta coisa viva não ando
Abatida me ponho a pensar
A conversa rolava solta
O troço foi de assustar
A nojenta inventou rebolado
Soprando um vento sibilado
No pavor, sem nem piscar
Bengo Véio empeixerou
Lascou da goela a ponta
A bichana mal-encarada
Num "zap" eram duas peças
De um lado o couro ocado
Do outro a carne trincando
Nós outros aparvoados
Descarta a cabeça, um palmo
Enterra bem fundo as presas
Embaixo de pau de espinho
Pra menino não encontrar
O couro é pro jardineiro
É ele quem vai esticar
A carne deixa aqui mesmo
Corro direto pra moquear
A valente jararaca
Ganhou destino insólito
Nas lenhas de um fogão
A desafiante virou farofa
Do couro, um tamborim
Linda frente para boné
Uma capa de polvarim
Um cinto de metro e vinte
Uma bolsinha pequena
Pra guardar fel de teiú
Que ajuda a curar o veneno
Da "boiquirana" de chocalho
Dominó e buraco, bicando
Abaíra, limão e mel
Farinha e cobra assada
Os pés sem triscar o chão
Pois todo cuidado é pouco
Depois da luta de louco
A família pode querer
Vingar e dar o troco
Nas noites de boa prosa
Com viola ou sem viola
Uma história pra contar
Mil modos de acreditar
Com direito a arrumações
Almirante Águia
Este trabalho foi atualizado, a versão anterior está pubicada no Portal Overmundo
_
A Peleja no Pasto do Pindobá
Nasci na cidade grande
Na beira do mar fui parar
Depois de tempo viajando
Na Chapada vim chegar
Viver em outras paisagens
Não consigo me pensar
Sobre pedras e rochedos
Vou tramando meu enredo
De tudo o que já vi
Tenho gosto em contar
Arranhei-me em calumbi
Me lasquei nos gravatás
Fui açoitado por carcará
Do seu ninho a cismar
Num grande Itapicuru
Onde estava a descansar
Passei por cima de cascavel
Outra por mim deixei passar
Parado quietinho sem respirar
Não fui atacado, deixa pra lá
Cobra coral tem boa morada
Na toca dos caburés
Na surpresa da melindrosa
Bem escondida e preparada
A grande aventura mesmo
Foi ter uma peleja sinistra
Com uma artista da peçonha
Luta feia com a jararaca
Coisa linda de boca aberta
Fazendo esquivas de mestre
Sem timbau, sem berimbau
Valei-me todo o nordeste
Um caboclo só e arrepiado
Pulando mais que macaco
Na direita uma faca pequena
Na outra uma palha de coco
Muito aperreio e sufoco
Três chegaram a cavalo
Apearam e se alistaram
Dança daqui, sapeca de lá
Suores de tanta refrega
Pegamos a bandida vencida
Em forquilha de vara curta
Não morta, desfalecida
Manhosa toda estirada
Quem te viu quem te vê
A união fez a força
Foi muita labuta vencer
Leva a bicha pra Salvador
Tornam o veneno em soro
Nas veias de um cavalo
Na mão de algum doutor
Outro disse, leva pra Ipirá
Tem curador para comprar
Com esta coisa viva não ando
Abatida me ponho a pensar
A conversa rolava solta
O troço foi de assustar
A nojenta inventou rebolado
Soprando um vento sibilado
No pavor, sem nem piscar
Bengo Véio empeixerou
Lascou da goela a ponta
A bichana mal-encarada
Num "zap" eram duas peças
De um lado o couro ocado
Do outro a carne trincando
Nós outros aparvoados
Descarta a cabeça, um palmo
Enterra bem fundo as presas
Embaixo de pau de espinho
Pra menino não encontrar
O couro é pro jardineiro
É ele quem vai esticar
A carne deixa aqui mesmo
Corro direto pra moquear
A valente jararaca
Ganhou destino insólito
Nas lenhas de um fogão
A desafiante virou farofa
Do couro, um tamborim
Linda frente para boné
Uma capa de polvarim
Um cinto de metro e vinte
Uma bolsinha pequena
Pra guardar fel de teiú
Que ajuda a curar o veneno
Da "boiquirana" de chocalho
Dominó e buraco, bicando
Abaíra, limão e mel
Farinha e cobra assada
Os pés sem triscar o chão
Pois todo cuidado é pouco
Depois da luta de louco
A família pode querer
Vingar e dar o troco
Nas noites de boa prosa
Com viola ou sem viola
Uma história pra contar
Mil modos de acreditar
Com direito a arrumações
Almirante Águia
Este trabalho foi atualizado, a versão anterior está pubicada no Portal Overmundo
_
Assinar:
Postagens (Atom)













