terça-feira, 12 de maio de 2009

Revista ArtPoesia - 10 Anos

Olá pessoal,
Dia 08, na Biblioteca Pública dos Barris, em Salvador-BA, aconteceu a confraternização e o lançamento da edição nº 80: ARTPOESIA 10 ANOS!
Muitos poetas presentes, recitando poesias e parabenizando a Revista Artpoesia.
A todos, nossos sinceros agredecimentos.

"Sonho que se sonha só, é só um sonho. Mas sonho que se sonha junto, vira realidade!" (Raul Seixas)

MOVIMENTO CULTURAL ARTPOESIA
Realizando sonhos, celebrando a vida!
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A Revista

Fundada em 1999 a revista já publicou 2.400 textos de poesia, 240 contos, 800 textos de humor, 160 textos temáticos, 80 artigos, 60 textos de campanhas sociais e culturais de vários grupos de Salvador e outras cidades do Brasil, 60 destaques de capas para autores históricos em 79 edições, e ainda, realizou 7 edições do projeto Pão e Poesia, 2 edições do Concurso Interescolar de Poesia Falada, 9 edições do Circuito de Arte e Literatura nas Escolas, em seus 10 anos de criatividade e resistência a revista vem abrindo espaços e se impondo como importante veículo de divulgação artística e cultural na Bahia.

A Missão

A revista Artpoesia acredita na criatividade de crianças, jovens e adultos. Toda edição traz consigo 60 textos inéditos de autores que propõem valores positivos, tais como: o espírito coletivo, a solidariedade, a empatia, a liberdade de expressão, originalidade, honestidade, responsabilidade e compromisso com a realidade local e global.

Machado de Assis

Para completar as comemorações, será lançada a coletânea “Ecos Machadianos”, trazendo no seu bojo 41 talentos da literatura brasileira. Dessa forma, o Movimento Cultural Artpoesia segue seu lema “A Poesia Existe, Resiste e Insiste”.

Assine a revista, faça parte deste projeto.

Contatos:
José da Boa Morte
(71)3241-6821 / (71)9155-6828
e-mail: artpoesia@bol.com.br

FOTOS NO ORKUT

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Poema sobre as coisas vãs


EFEMERIDADES
Almirante Águia

Acontecimento de roça
Toda nova é novidade
Acontecem só por lá
Cisma o povo da cidade


Tarde destas uma ave
Lindo e parvo pavão
Sarapanta a calmaria
Foge as regras da razão

Corre atrás da raposa
Embaralha-se com gato
Acuado por cachorro
Peru lhe dá um trato

Gansos como sempre
Dão bicadas no incauto
Pula aqui, sapeca lá
Sem pose, sem penas

Coitado tá sem rabo
Pavão serve pra nada
Cutelo no pescoço
Enriquece a panelada

A beleza é posta a mesa.



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terça-feira, 5 de maio de 2009

II Conferência Municipal da Igualdade Racial aconteceu segunda-feira (04) em Itaberaba/BA

Desafios e perspectivas para a implementação de uma política
de igualdade racial em Itaberaba

A discussão acerca das questões étnico-raciais se faz urgente em todos os seguimentos da sociedade. Implementação de políticas públicas que fortaleça os segmentos sociais menos favorecidos e permita o desenvolvimento em prol da população marginalizada e que vive a margem da sociedade deve ser pauta cotidiana dos governos federal, estaduais e municipais, assim como, todas as esferas da sociedade. Não cabe mais, num país multicultural e pluriético que é o Brasil, continuar acreditando no mito da democracia racial, chegou à hora de dizer basta e encarar a verdade cruel que nos assola – a desigualdade étinico-sócio-cultural. Juntos podemos fazer um Brasil mais humano.

A II Conferência Municipal da Igualdade Racial foi realizada segunda-feira (04) no Auditório do Colégio Modelo de Itaberaba, com início as 07h30min, com o objetivo de promover diálogos entre a sociedade civil e governo municipal sobre os avanços e desafios das políticas públicas da igualdade racial.

O evento é voltado ao público afro descendente, praticantes de religiões de matriz africana, indígenas, quilombolas, ciganos, judeus, palestinos, juventude negra, gestores públicos, parlamentares, além de outros agentes de organizações da sociedade civil vinculadas ao tema. A finalidade do encontro foi reunir o poder público, sociedade civil, organizações não-governamentais e segmentos mais vulneráveis que definirem propostas e idéias que servirão como base de discussão para a II CONEPIR - Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, a ser realizada em Salvador nos dias 24 a 26 de maio de 2009, no Centro de Convenções da Bahia, de onde serão eleitos delegados e delegadas para a II Conferência Nacional, que ocorrerá no Centro de Convenções de Brasília nos dias 25 a 28 de junho deste ano.

Os participantes da Conferência Municipal debateram temas como gênero e raça, juventude negra e segurança pública, educação e saúde, trabalho emprego e renda, questões indígenas, ciganas e políticas quilombolas, e intolerância religiosa. O evento foi realizado pela Prefeitura Municipal de Itaberaba, com total apoio do Movimento Negro Quilombolas de Itaberaba. Ao final foram eleitos os delegados que irão representar o município no encontro estadual. Houve ainda, na abertura, nos intervalos e no encerramento, momentos culturais com artistas da terra.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto." Nelson Mandela
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Cédito da Imagem: http://www.cufa.org.br/in.php?id=2009/mat09-061

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domingo, 3 de maio de 2009

PERDIDO

Entre a fé e a ciência
Obscuros elos percebo
Denominados coincidência.

Juntas a fé e a ciência
Explicam em turbulência
Os caminhos da consciência.

Olvidando a fé e a ciência
Sou parvo num labirinto
Questionando a existência.

Parceria por email
Almirante Águia – Itaberaba/BA

Aglacy Mary – Aracaju/SE

Sobre Augusto Boal

Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro, 16 de março de 1931 - Rio de Janeiro, 2 de Maio de 2009) foi diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional.
O PAPEL DO ATOR
Almirante Águia

Morre o homem
Fica a fama
O exemplo
A trama
Somos atores
Ao som do tablado
Fazendo aplausos
Seguindo a claque
Conduzidos e induzidos
Transformadores e manufaturados
A gênesis em pó
Dissolve-se em vidas
Algumas, areias insalubres
Outras, fantásticas rochas
Pedras preciosas

Salve Boal

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